Argentina e Estados Unidos firmam acordo sobre minerais críticos

Escrito por: Diógenes Cunha

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A Argentina e os Estados Unidos assinaram, nesta quarta-feira (4/2), em Washington, um acordo sobre minerais críticos com o objetivo de ampliar a transparência do mercado e do fornecimento desses insumos, estratégicos para áreas como tecnologia, segurança e defesa.

A assinatura ocorreu durante uma cúpula ministerial sobre minerais críticos convocada pelo governo do presidente Donald Trump, no Departamento de Estado norte-americano. O encontro reuniu representantes de mais de 50 países, em meio à tentativa dos Estados Unidos de conter o avanço da China no mercado global desses minerais.

A Argentina foi representada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno. O encontro durou o dia todo e contou com autoridades dos EUA como o secretário de Estado Marco Rubio, o vice?presidente JD Vance, o diretor sênior de gestão da cadeia de suprimentos David Coplay e o secretário adjunto de Estado para Assuntos Econômicos, Jacob Helberg. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, encerrou a reunião antes da assinatura.

“A Argentina não é conhecida apenas por seus recursos naturais. Grande parte do mundo, não apenas os Estados Unidos, se beneficia deles, de uma forma que é boa para a Argentina”, disse Rubio.

Objetivos do acordo Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina informou que o acordo busca fortalecer e diversificar as cadeias de valor, criar um ambiente favorável à entrada de investimentos produtivos de longo prazo e responder ao aumento da demanda global por minerais utilizados em tecnologias avançadas. A pasta avaliou que a iniciativa representa uma oportunidade para o crescimento econômico e produtivo do país, embora não tenha detalhado como o acordo será implementado.

O governo argentino também destacou o desempenho recente do setor. Em 2025, as exportações da mineração atingiram o recorde de US$ 6,037 bilhões, alta anual próxima de 30%, impulsionadas pelo Regime Integrado de Mineração (RIGI). A mineração, especialmente de minerais críticos como lítio e cobre, se tornou setor central para ampliar exportações, gerar divisas e criar empregos qualificados.

O acordo tem como meta estabelecer maior transparência no mercado, diversificar a cadeia global de suprimentos e garantir preços de referência, evitando que agentes externos influenciem valores, como ocorre, na avaliação dos EUA, com a atuação da China.

Em discurso durante a cúpula, Quirno afirmou que os minerais críticos passaram a ocupar posição central na segurança nacional, na competitividade industrial e no cenário geopolítico. Para ele, o foco da iniciativa está na construção de mercados justos e transparentes.

O acesso a minerais críticos — incluindo terras raras e metais estratéticos — é considerado prioritário pelo governo Trump. A reunião contou com parceiros classificados como “aliados”, entre eles membros do G7, além de Índia, Coreia do Sul, Austrália, México, Nova Zelândia, Bolívia, Paraguai e Argentina.

A assinatura do acordo revela como a geopolítica dos minerais pode moldar o comércio global, com impactos para a economia argentina e para mercados ao redor do mundo. O que você pensa sobre a importância da transparência e da diversificação das cadeias de suprimentos em setores estratégicos? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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