Com Lula na Ásia, Coreia aposta em tirar acordo com Mercosul da gaveta

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O presidente Lula (PT) embarca, após o feriado Carnaval,  para uma viagem à Índia e à Coreia do Sul, onde terá encontros bilaterais com os chefes de Estado dos dois países.

Embora, em Seul (Coreia), o principal foco do petista seja a negociação para a abertura do mercado à carne bovina brasileira, o presidente sul-coreano deve levar à mesa outro tema considerado estratégico pelo país.

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Metrópoles

Paraná Pesquisas: Lula tem 46,4% de aprovação e 56,6% de desaprovação

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Ricardo Stuckert / PR

Embaixador da Coreia do Sul no Brasil, Choi Yeonghan

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Embaixador da Coreia do Sul no Brasil, Choi Yeonghan

Camila Xavier

Lee Jae Myung, Presidente da Coreia do Sul

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Lee Jae Myung, Presidente da Coreia do Sul

Ahn Young-Joon – Pool/Getty Images

Lula e presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung

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Lula e presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung

Acordo entre Brasil e Mercosul precisa ser aprovado no Congresso

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Acordo entre Brasil e Mercosul precisa ser aprovado no Congresso

Marcos Oliveira/Agência Senado

Em entrevista ao Metrópoles, o embaixador da Coreia do Sul no Brasil, Yeong-han Choi, afirmou acreditar que o presidente Lee Jae-myung abordará o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Coreia. O acordo começou a ser discutido em 2018 e a última rodada de negociação se deu em 2021.

“A negociação do acordo comercial começou há muitos anos e as conversas foram suspensas, mas o governo coreano tem um grande interesse em retomá-las. Então, provavelmente, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Coreia estará na pauta desse encontro”, declarou o embaixador.

O chefe do Palácio do Planalto se reunirá com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, no próximo dia 23 de fevereiro.

Segundo Yeong-han, a Coreia vê o Mercosul como um ótimo parceiro comercial e avalia que o atual cenário internacional, marcado pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cria um ambiente favorável para destravar as negociações.

“Diante do grande trauma causado pelas medidas dos EUA, o Brasil também precisa ampliar suas opções em termos de comércio internacional. O Mercosul está expandindo seus negócios e se aproximando de outros países asiáticos. Então, isso pode representar uma boa oportunidade para o bloco fortalecer e expandir suas fronteiras comerciais com outros países, incluindo a Coreia”, avaliou.

A iniciativa pode ser retomada em um momento que segue a assinatura do acordo entre União Europeia e Mercosul após 26 anos de negociações.

Expectativas para o encontro bilateral

O encontro entre o presidente brasileiro e o sul-coreano deverá ter como eixo central o fortalecimento da relação comercial. A expectativa do embaixador é que os dois países passem a explorar melhor o potencial econômico bilateral.

“Considerando o tamanho das economias dos dois países, o volume de comércio ainda não é tão grande, embora seja um dos maiores no continente sul-americano na perspectiva da Coreia. Espero que, durante essa visita, os dois presidentes possam discutir formas de fortalecer essas relações econômicas e comerciais entre os países”, destacou Yeong-han.

O fluxo comercial entre Brasil e Coreia do Sul somou R$ 10,8 bilhões em 2025, com superávit brasileiro de US$ 174 milhões. A Coreia é atualmente o quarto maior parceiro comercial do Brasil na Ásia e o 13º no mundo.

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Na entrevista, o embaixador também avaliou que o recente aumento das tarifas brasileiras sobre o aço não deverá prejudicar as negociações entre os líderes.

 “Eu não acredito que isso vá afetar. Esse assunto será tratado separadamente das demais questões”, indicou.

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