O vice-presidente do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, criticou, neste domingo (22/2), a ala que levou “neoconservadores” em latas de conserva no desfile da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação mostrou famílias dentro das latas, algumas com referências a evangélicos, o que gerou fortes críticas do grupo.
Segundo Quaquá, o PT não pode deixar de dialogar com “quem é conservador nos costumes”, e essa parcela da população merece respeito. Ele destacou que o partido precisa dialogar com o conjunto da sociedade para construir uma maioria estável e unificada, ressaltando a importância de não excluir diferentes visões dentro do espectro político.
Como mostrou o Metrópoles, o desfile com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” deixou um saldo de quase uma dezena de contestações na Justiça. Ao menos nove ações foram protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na Justiça Federal contestando a homenagem ao presidente desde o início de fevereiro, envolvendo alegações de propaganda eleitoral antecipada e uso de recursos públicos para financiar o desfile.
Lula afirmou, neste domingo, que não pensa sobre as críticas e que não interferiu no conteúdo apresentado pela escola. “Eu não fiz o samba-enredo, eu não cuidei dos carros alegóricos, eu apenas fui homenageado numa música maravilhosa”, disse. Em Nova Délhi, onde participou da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, Lula classificou a homenagem como “maravilhosa” e “extraordinária”, ressaltando que não cabe ao presidente opinar sobre os detalhes artísticos de um desfile.
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