A Bahia destinou R$ 4,8 bilhões ao seu sistema de Justiça em 2024, representando pouco mais de 7% do orçamento estadual. O levantamento, feito pela Plataforma JUSTA, coloca o estado entre o destaque do Nordeste e um grupo intermediário no ranking de gastos com Justiça no Brasil. Em termos nacionais, estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram a lista, gastando entre R$ 11 e R$ 18 bilhões.
Quase 74% do montante total, cerca de R$ 3,6 bilhões, é destinado a salários e benefícios dos funcionários, a chamada folha de pagamento. Esse índice baiano está entre os mais altos do país, ficando atrás apenas de Pernambuco e Sergipe na análise proporcional.
Outro detalhe envolve os chamados “créditos adicionais”, valores extras liberados além do que foi planejado no início do ano. A Bahia aparece entre os cinco estados que mais receberam esses recursos suplementares em 2024, ao lado de Paraná e São Paulo.
Grande parte desses recursos extras também foi destinada a cobrir despesas com pessoal, reforçando a dependência de verbas que não estavam previstas no orçamento original.
De forma geral, o estudo mostra que a Bahia segue uma tendência nacional onde a maior parte dos gastos com Justiça, cerca de 94% no consolidado de todos os estados, é destinada ao pagamento de servidores. Mesmo sem ser o estado que mais gasta em valores totais, o governo baiano mantém um custo elevado e crescente para manter o funcionamento de seus tribunais, Ministérios Públicos e Defensorias, sempre com peso significativo nos gastos com pessoal e na necessidade de verbas extras ao longo do ano.
Como você vê esse cenário? Deixe seu comentário com opiniões sobre como a Bahia poderia gerir melhor os gastos com Justiça.

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