A Polícia Federal deflagrou a Operação Vassalos para investigar um alegado esquema de desvios de emendas parlamentares, manipulação de licitações e lavagem de dinheiro, mobilizando ações em vários estados do país. A operação também envolveu a apreensão de itens de alto valor, incluindo relógios de luxo da Rolex e um carro Kia considerado entre os modelos mais sofisticados do mundo.
A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, cumpre 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino e acompanha uma rede articulada entre agentes públicos e empresários.
Entre os alvos estão o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE), o pai dele, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e o irmão, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho.
Um dos focos da apuração envolve recursos destinados ao município de Petrolina. Em 2021, uma emenda de R$ 22 milhões indicada por Bezerra Coelho ajudou a financiar obras de revitalização da Orla 3, às margens do Rio São Francisco. O convênio foi firmado entre a prefeitura e a Codevasf, então chefiada por um ex-assessor do ex-senador.
A PF investiga se o traçado da obra, que passa por área de uma empresa cujo sócio é irmão de Bezerra Coelho, beneficiou interesses privados. Parte do terreno precisou ser desapropriada e, após a entrega da primeira etapa, empreendimentos imobiliários passaram a ser anunciados na região, com participação de empresa ligada ao ex-prefeito Miguel Coelho.
A Operação Vassalos apura crimes de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e frustração do caráter competitivo de licitações. Todo o material recolhido será periciado para embasar eventuais novas fases da investigação. Procurado, o advogado André Callegari, que representa Bezerra Coelho e Fernando Coelho Filho, afirmou que ainda não teve acesso à decisão judicial e que a defesa irá se manifestar após analisar os autos.
Observação: imagens acima com largura superior a 500px, conforme o original.
Procurado por comentários, o advogado André Callegari reiterou que a defesa só se manifestará após analisar os autos, já que ainda não teve acesso à decisão judicial. A apuração segue em andamento e pode resultar em novas fases, conforme as perícias que estão sendo realizadas.
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