Rússia afirma não ter ‘prazos’ para acabar com guerra na Ucrânia

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A Rússia afirmou que não tem prazos para encerrar a guerra de quatro anos na Ucrânia, em meio a uma reunião preparatória em Genebra para uma nova rodada de negociações. Negociadores russos e ucranianos viajaram à cidade suíça para conversas separadas com autoridades americanas, tentando avançar em um processo de diálogo ainda complexo.

O esforço faz parte de uma iniciativa liderada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim ao maior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Moscou mantém exigências territoriais e políticas que Kiev rejeita, dificultando progressos e ampliando a distância entre as partes.

Lavrov afirmou que não há prazos, apenas tarefas a cumprir; Peskov disse que é cedo para previsões. Já o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, ressaltou a necessidade de uma reunião com Putin para decidir questões-chave, incluindo o futuro do território no leste. Kiev insiste em garantias de segurança antes de qualquer acordo.

Antes do encontro, houve mais ataques russos na Ucrânia e a troca de restos mortais de soldados. A Rússia informou ter entregue mil corpos de combatentes ucranianos em troca dos restos de 35 militares russos. Moscou disparou cerca de 420 drones e 39 mísseis, deixando dezenas de feridos e provocando danos a infraestruturas em oito regiões, segundo relatos de Zelensky.

Em Genebra, o negociador ucraniano Rustem Umyerov reuniu-se com enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner. Zelensky e Trump conversaram por 30 minutos sobre a reunião e os preparativos para negociações trilaterais. O assessor econômico do Kremlin, Kirill Dmitriev, também está previsto para encontros com Witkoff e Kushner, em busca de propostas de cooperação econômica no valor de centenas de bilhões de dólares.

As negociações seguem paralisadas, sobretudo por causa da situação no Donbass, a região industrial no leste da Ucrânia que tem sido o epicentro dos combates. A Rússia quer controlar totalmento Donetsk, enquanto a Ucrânia se opõe e exige garantias de segurança para impedir nova invasão.

Como você vê a possibilidade de uma saída diplomática viável nos próximos meses? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da região.

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