Meta descrição: Relatório do Instituto Fogo Cruzado mostra aumento da letalidade policial na Região Metropolitana de Salvador (RMS) nos últimos três anos, com 1.874 baleados entre 2023 e 2025, 29 crianças atingidas e 17 mortas, além de baixa eficácia nas investigações. Palavras-chave: segurança pública, RMS, violência armada, tiroteios, letalidade policial, PQUALI.
O cenário de segurança pública na Região Metropolitana de Salvador (RMS) permanece marcado pela letalidade. O relatório anual do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta quarta-feira (26), aponta que entre 2023 e 2025 ocorreram muitos casos de violência armada durante ações policiais, vitimando civis, incluindo crianças e adolescentes. Ao todo, foram 1.874 pessoas baleadas na RMS, com 37% desses casos ocorrendo durante ações ou operações policiais. Do total, 29 crianças e adolescentes foram atingidos, resultando na morte de 17 deles.
A baixa eficácia das investigações também chama a atenção. Em homicídios por policiais, apenas 24% dos inquéritos são concluídos. Em 2023, das 1.702 mortes registradas, apenas 284 investigações chegaram ao fim. Além disso, o padrão de confronto deixa claro que 40% dos tiroteios ocorrem em rondas de rotina, e não em operações planejadas com uso de inteligência.
RONDAS INSEGURAS o relatório aponta a polícia como motor de 109 chacinas no período, das quais 68% decorreram de ações policiais, deixando 286 mortos. Um dado alarmante é que as Rondas Especiais (Rondesp) estiveram envolvidas em pelo menos 52% dessas mortes.
No aspecto territorial, mesmo com queda estadual em 2025 no número de tiroteios na RMS, alguns municípios registram números elevados: Camaçari lidera com 123 casos, seguida por Lauro de Freitas (61), Dias D’Ávila (59), Simões Filho (57) e Candeias (35). Ainda na RMS, tiroteios ocorreram em Pojuca (4), Madre de Deus (2), São Francisco do Conde e São Sebastião do Passé (12 cada), Vera Cruz (15) e Itaparica (6).
O cenário de letalidade policial também registrou aumentos expressivos: em 2024 foram 55 mortes em chacinas das forças de segurança e, em 2025, esse número subiu para 95, um crescimento de 73% em apenas um ano. Além disso, 1.187 civis foram mortos em intervenções, e 72 agentes foram baleados, com 23 óbitos confirmados. Especialistas do Instituto alertam que, enquanto planos estaduais de redução da letalidade, como o PQUALI, enfrentam lentidão burocrática, a confiança entre a população e o Estado continua em declínio.
Este panorama reforça a necessidade de ações eficazes para reduzir a violência, melhorar as investigações e restaurar a confiança entre moradores da região e as instituições de segurança. Queremos ouvir você: o que você pensa sobre as medidas apresentadas e o que poderia ser feito para mudar esse cenário?

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