A dançarina Scheila Carvalho defendeu-se das críticas após lamentar a perda da mãe, Eunice Ladeira, 81 anos, moradora de Juiz de Fora, que viu o carrinho em que vendia churros ser levado pelas enchentes que atingiram Minas Gerais.
A confusão começou quando Scheila informou nas redes que a família estava bem, e que a única perda material fora o carrinho da mãe.
“Quis compartilhar a realidade das enchentes lá na minha cidade natal, tranquilizar as pessoas sobre minha família, pedir ajuda – esse era o foco. Acabei falando que a barraca de churros da minha mãe ficou submersa pelas águas e, sinceramente, eu fiquei surpresa com alguns comentários. As pessoas começaram a questionar o fato de minha mãe ainda trabalhar, dizendo que isso é um absurdo, porque eu sou rica, sou milionária, mas talvez o que esteja faltando hoje seja entender que trabalho nem sempre é sobre necessidade. É sobre propósito, autonomia, alegria de viver”, disse.
“Minha mãe trabalha com churros até hoje porque ama o que faz. É onde ela conversa, se distrai, se sente útil, independente, viva. Quantas vezes já falei para ela: ‘Mãe, você não precisa disso’. Já a chamei para vir morar comigo várias vezes, para ela vir passar uns dias aqui em casa. Ela é enraizada, ama estar lá. Nem viajar de férias ela aceita, porque tem medo de avião. Por isso vocês veem mais a minha sogra viajar com a gente.”
CHUVA EM MINAS GERAIS
O estado de Minas Gerais enfrenta um de seus cenários mais críticos em decorrência das chuvas que atingiram a Zona da Mata no início desta semana.
Até o momento, as autoridades confirmaram 69 mortes, concentradas majoritariamente nos municípios de Juiz de Fora e Ubá; os corpos já passaram por perícia e foram entregues aos familiares, segundo a Polícia Civil.
O volume de chuva registrado nos últimos dias superou as médias históricas, causando transbordamento de rios, deslizamentos de terra em áreas urbanas e o isolamento de comunidades rurais. O solo encharcado mantém o alerta máximo para novos desmoronamentos na Zona da Mata.
Agora queremos saber sua opinião: como você enxerga o papel do trabalho e da autonomia em momentos de crise na sua cidade? Comente abaixo e compartilhe como as enchentes têm impactado a sua região.

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