Israel afirmou ter atingido e desmantelado a sede da emissora estatal iraniana IRIB, localizada no norte de Teerã, na madrugada de terça-feira, 3 de março de 2026. A ação foi apresentada pelo Exército de Israel como um ataque ao “centro de comunicações” do regime, executado sob a coordenação da Guarda Revolucionária Islâmica.
Segundo o Exército de Israel, o centro era dirigido pela Guarda Revolucionária Islâmica e, ao longo dos anos, a Irib teria pedido a destruição de Israel e o uso de armas nucleares, conforme o texto oficial divulgado pela defesa.
Segundo a imprensa iraniana, explosões foram ouvidas perto da sede. O ataque ocorre no terceiro dia de guerra no Oriente Médio, em meio à escalada entre Israel e Irã e à expansão de conflitos na região. O Hezbollah, aliado ao Irã, lançou ataques no norte de Israel como retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei no fim de semana. Em resposta, o Exército israelense bombardou o grupo no sul do Líbano e nos arredores de Beirute, com pelo menos 31 mortos e 149 feridos no Líbano, segundo o governo local.
O Irã respondeu com mísseis e drones contra cidades israelenses, incluindo Haifa, Tel-Aviv e Jerusalém, onde fica o gabinete do premiê Benjamim Netanyahu. A escalada levou os EUA e Israel a bombardear o Irã na madrugada seguinte, marcando uma ampliação da intervenção na região.
Em resposta, o Exército dos EUA descreveu que a operação está nos estágios iniciais e que mais forças americanas devem chegar ao Oriente Médio. O General Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, disse que “este trabalho está apenas começando e continuará”. O presidente dos EUA, Donald Trump, usou a plataforma Truth Social para anunciar operações de combate no Irã, afirmando que o objetivo é eliminar ameaças iminentes.
Trump, em entrevista ao The New York Times, afirmou que os ataques podem durar mais de um mês, estimando, se necessário, quatro a cinco semanas de ofensiva. Ele ressaltou que os EUA dispõem de grandes estoques de munição em todo o mundo.
Até o momento, autoridades iranianas apontam 555 mortes no Irã desde o início dos ataques, segundo dados oficiais. A contagem pode aumentar conforme o confronto se prolonga.
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