Menina de 17 anos é vítima de estupro coletivo no RJ e outros 4 jovens são suspeitos; articulador do crime é adolescente de 17 anos

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Uma jovem de 17 anos foi vítima de estupro coletivo dentro de um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, na noite de 31 de janeiro, em um prédio na Rua Ministro Viveiros de Castro, na zona sul.

Quatro jovens entre 17 e 19 anos foram indiciados pelo crime de estupro com concurso de pessoas: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho. A informação foi divulgada neste sábado pela TV Globo.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que foram cumpridos mandados de busca e apreensão e tentativas de prisão dos investigados maiores de idade. Nenhum deles foi localizado até o momento. A conduta do adolescente envolvido foi desmembrada para a Vara da Infância e Juventude, e a identidade da vítima não será revelada.

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Foto: Polícia Civil

No relato, a jovem afirma que um dos suspeitos, de 17 anos, era seu colega de escola e a convidou para ir ao apartamento de um amigo dele. Em depoimento, o adolescente disse que já houve relacionamento entre 2023 e 2024, mas eles não se viam desde então.

A DENÚNCIA

A vítima detalhou que foi avisada no local de que apenas dois amigos de João estariam no apartamento e que ele insinuou que fariam “algo diferente” e ela recusou. Ela foi levada a um quarto e, enquanto mantinha relação com o jovem, outros três entraram no cômodo, assistiram e um deles passou a tocá-la sem consentimento. O grupo insistiu para que os demais continuassem, a mais, tiraram a roupa, passaram a apalpar, e a vítima acabou forçada a praticar sexo oral e a sofrer penetração pelos quatro suspeitos, além de ser agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.

Ela explicou ainda que, ao deixar o apartamento, enviou um áudio para o irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada, contou à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.

LAUDO

A jovem passou por perícia com exame de corpo de delito. O laudo identificou lesões compatíveis com violência física, como infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. Também foram registrados três grupos de equimoses nas regiões dorsal e glúteas. Testes rápidos tiveram resultado positivo e materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA.

A investigação continua a cargo da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com o objetivo de localizar os suspeitos e esclarecer todos os fatos.

Este caso reacende o debate sobre violência contra jovens mulheres e a importância do acompanhamento às vítimas, que merecem apoio e investigação rigorosa. Queremos ouvir você: o que pensa sobre as medidas de proteção às vítimas e a atuação das autoridades nesses casos?

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