As jogadoras da Seleção Feminina do Irã adotaram um protesto silencioso durante a abertura da Taça da Ásia, alinhadas no hino antes do confronto com a Coreia do Sul no Estádio Cbus Super, na Gold Coast, sem recitar a letra da composição Mehr-e Khavaran. O gesto acontece em meio à instabilidade na região do Oriente Médio, dias após ataques dos EUA e de Israel contra o território iraniano, com imagens repercutidas nesta quarta-feira.
Na transmissão oficial, a treinadora Marziyeh Jafari acompanhava a cerimônia na linha lateral, enquanto torcedores iranianos nas arquibancadas entoavam cânticos e exibiam bandeiras com cores e símbolos remontando ao período anterior à Revolução Islâmica de 1979.
Dentro das quatro linhas, o Irã foi derrotado por 3 a 0 pela Coreia do Sul, com gols de Choe Yu-ri, Kim Hye-ri e Ko Yoo-jin. Ao final, Jafari evitou comentar temas políticos ou o falecimento do Líder Supremo Ali Khamenei, concentrando-se no desempenho da equipe e nas próximas etapas da competição.
A treinadora ressaltou a qualidade das adversárias, que chegaram como finalistas da edição anterior da competição.
“No geral, foi um bom jogo. A Coreia do Sul jogou muito bem e, em última análise, dou-lhes os parabéns. Espero que possamos recuperar no próximo jogo”, disse Jafari.
Sobre a pressão externa, a comandante reiterou a necessidade de isolar o grupo dos fatos extracampo, afirmando: “Precisamos nos concentrar no torneio”. A atitude das iranianas também recebeu apoio de outras jogadoras da Taça da Ásia, como Amy Sayer, da Austrália, que disse entender o momento das colegas e reconhecer a coragem de jogarem.
O calendário reserva apenas dois dias de descanso antes do próximo desafio, quando o Irã encara novamente a Austrália, anfitriã, na Gold Coast.
Como você encara esse momento das jogadoras iranianas e o desenrolar da Taça da Ásia? Deixe seu comentário com a sua opinião abaixo.

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