Lindbergh Farias pede que PGR investigue Campos Neto por “omissão dolosa” no caso que envolve o Banco Master

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Após a revelação de que o banqueiro Daniel Vorcaro cooptou servidores da alta cúpula do Banco Central para obter informações internas e influenciar decisões, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ingressou com notícia-crime na PGR para que seja aberta investigação contra o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Em postagens nas redes sociais, Lindbergh disse que as informações tornaram públicas nesta quarta-feira (4), após decisão do ministro André Mendonça, do STF, revelam fatos “extremamente graves” relacionados à atuação do grupo investigado. O deputado afirma que a PGR deve apurar Campos Neto por “omissão dolosa” no caso do Banco Master.

“As mensagens encontradas no celular do banqueiro indicam a existência de uma espécie de milícia ultraviolenta organizada para intimidar e praticar violência contra jornalistas”, disse Lindbergh.

Lindbergh citou o envolvimento de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC, e de Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, na organização criminosa liderada por Vorcaro. Na decisão que autorizou a prisão, o ministro André Mendonça afirma que eles teriam recebido mesada e forjado a prestação de serviços.

“O cenário sugere subordinação da autarquia reguladora aos interesses do banco para favorecer as fraudes do Master, e isso reforça a necessidade de apurar o envolvimento pessoal de Roberto Campos Neto”, afirmou o deputado.

“Por isso, estou apresentando uma notícia-crime à PGR para investigar o ex-presidente do Banco Central, Campos Neto, por omissão dolosa na fiscalização bancária e os indícios de que norma editada durante sua gestão teria facilitado fraudes praticadas pelo Banco Master”, completou Lindbergh Farias.

Ambos são servidores com décadas de carreira no Banco Central. Paulo Sérgio foi indicado ao cargo de diretor pelo ex-presidente Michel Temer, passou pela CAE do Senado e participava das reuniões do Copom. De 2017 a 2023, seu voto influenciava a definição da taxa básica de juros.

Convidamos você a compartilhar sua opinião nos comentários sobre as novas informações e possíveis implicações para a supervisão financeira do país.

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