Um paquistanês de 47 anos, Asif Raza Merchant foi acusado em setembro de 2024 nos EUA de tentar contratar assassinos de aluguel para matar políticos americanos, incluindo o presidente Donald Trump. Em julgamento realizado na quarta-feira, 04 de março de 2026, Merchant afirmou ter sido pressionado pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã para participar do plano, afirmando que a pressão visava proteger sua família em Teerã.
Ele disse que nunca recebeu ordens para matar uma pessoa específica, mas mencionou que seu contato iraniano citou três nomes: Trump, o ex-presidente Joe Biden e a ex-embaixadora na ONU Nikki Haley, segundo relatos da imprensa.
Merchant acrescentou que a ameaça à sua família o levou a aceitar a suposta missão, descrevendo a pressão como uma forma de proteção. O contexto envolve ataques entre os EUA, Israel e o Irã, com o Pentágono afirmando que, durante operações, as forças americanas mataram o líder de uma unidade iraniana ligada à tentativa de assassinar Trump.
De acordo com o The New York Times, Merchant começou a trabalhar em 2022 com um membro da Guarda Revolucionária que o questionou sobre colaborar com o governo iraniano. As instruções teriam incluído planejar protestos, furtar documentos, lavar dinheiro e, potencialmente, matar alguém, motivadas pela preocupação com a esposa e a filha adotiva no Irã.
As autoridades já haviam indicado que Merchant tinha vínculos com o Irã e descreveu o suposto complô como “tirado diretamente do manual do regime”. Ele foi detido depois de tentar contratar assassinos de aluguel que, na prática, eram agentes do FBI disfarçados.
O caso destaca a tensão entre Estados Unidos, Irã e seus aliados, com relatos de que a conspiração buscava respondê-la à morte do general Qassem Soleimani, em 2020, em ataque ordenado pelo então presidente Donald Trump.
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