Neste domingo, 8 de março de 2026, a Colômbia realiza eleições para definir o Congresso, avaliando a força de aliados de Gustavo Petro à esquerda frente à direita. Mais de 41 milhões de colombianos estão aptos a escolher os 285 congressistas que compõem o Legislativo, com o pleito servindo como termômetro para a eleição presidencial de maio.
O objetivo é medir o apoio à agenda de Petro. Enquanto a esquerda tenta ampliar sua presença no Legislativo, a direita busca recuperar espaço perdido nos últimos anos. O atual Congresso aprovou algumas reformas do governo, mas rejeitou propostas como mudanças no sistema de saúde e uma reforma fiscal que elevaria impostos para os mais ricos. O resultado influencia a capacidade de o governo seguir com seus planos até a posse do próximo presidente, em maio.
As pesquisas apontam Iván Cepeda, do mesmo partido de Petro, e Abelardo de la Espriella, um advogado próximo da direita que se apresenta como outsider, como favoritos à disputa presidencial. Cepeda defende continuidade das reformas de esquerda, e para isso precisa de um Congresso alinhado.
O pleito acontece num cenário em que a esquerda avalia alterações constitucionais, o que analistas veem como risco de concentração de poder no presidente. A direita tenta recuperar a força política perdida, especialmente após derrotas eleitorais em 2022. O ex-presidente Álvaro Uribe, figura influente da direita, concorre ao Senado para mobilizar seus apoiadores contrários às políticas de Petro, incluindo a chamada Paz Total com grupos armados.
A violência continua sendo um elemento presente no processo eleitoral. No ano passado, o senador de direita Miguel Uribe foi assassinado durante a campanha, lembrando os desafios de segurança que cercam a política colombiana.
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