Escritório de mulher de ministro do STF detalha serviços prestados ao Banco Master em nota

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A sociedade de advogados Barci de Moraes, cuja sócia é Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes do STF, divulgou uma nota com informações detalhadas sobre serviços de consultoria e atuação jurídica prestados ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. As informações são do O Globo.

O contrato previa pagamentos mensais de R$ 3,5 milhões, totalizando R$ 129 milhões em três anos, encerrado em novembro de 2025, quando a instituição foi liquidada pelo Banco Central.

A nota aponta que o escritório mobilizou uma equipe de 15 advogados e contratou outros três escritórios especializados em consultoria, atuando sob coordenação.

Foram realizadas 94 reuniões de trabalho, sendo 79 presenciais na sede do Banco Master, com duração aproximada de três horas cada uma, para análise de documentos e discussão de questões jurídicas envolvendo as superintendências de Compliance e Corporativa e a gerência de Compliance da instituição.

Houve ainda 13 reuniões com a presidência do banco, sendo duas presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração de cerca de duas horas, além de duas reuniões por videoconferência entre o jurídico da instituição financeira e a equipe jurídica da banca. Ao todo, foram produzidos 36 pareceres e opinions legais.

Uma das equipes atuou na área penal e administrativa, com análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais, ações penais, inquéritos civis e ações civis públicas de interesse do Banco Master e seus dirigentes, muitos sigilosos, bem como na atuação contenciosa em ação penal ajuizada em 17 de outubro de 2024 e em inquérito policial federal com habilitação em 8 de abril de 2024.

A nota reforça que o escritório nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no STF. A banca, que tem entre seus sócios dois filhos do ministro, acumula quase duas décadas de atuação prestando serviços para grandes clientes, unindo visão jurídica e abordagem estratégica.

Segundo o documento, as informações destacam o histórico da instituição em oferecer assessoria qualificada em governança, compliance e assuntos jurídicos de alto nível a clientes relevantes, mantendo um posicionamento estratégico e discreto ao longo dos anos.

Conteúdos como este reforçam o interesse público em entender a relação entre escritórios de advocacia de peso, grandes instituições financeiras e autoridades da justiça. O que você pensa sobre esse tipo de parceria e seus impactos na prática jurídica? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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