Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou nesta quarta-feira (11/3) uma megaoperação para apurar crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa armada e corrupção policial envolvendo integrantes do Comando Vermelho (CV), da Polícia Militar e políticos. A ação resulta de investigações da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), que mapearam a estrutura de poder da facção no estado.
A apuração, conduzida pelos delegados Pedro Cassundé e Vinicius Miranda de Moraes, da DCOC-LD, revelou pela primeira vez uma estrutura de poder da facção com indicativos de sofisticação e organização.
De acordo com a investigação, o Comando Vermelho possui estrutura organizacional formalizada, com conselho deliberativo, cargos definidos, procedimentos decisórios e regime disciplinar.
Esse modelo estaria descrito em um estatuto interno, que chegou a ser enviado por Doca ao Primeiro Comando da Capital (PCC) durante negociações de paz entre facções em fevereiro de 2025. Fato noticiado em primeira mão pela coluna.
A investigação aponta uma tríade de comando dentro da organização criminosa: Marcinho VP (presidente do Conselho Permanente), Pezão (tesouraria) e Doca (porta-voz).
Mesmo preso, Marcinho VP continua exercendo influência sobre a facção por meio da esposa, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, e do sobrinho Landerson Lucas dos Santos, apontados como intermediários nas comunicações.
Advogados, familiares e operadores externos funcionariam como canais de transmissão de ordens da cúpula presa para as lideranças que atuam nas ruas.
A polícia segue acompanhando o desdobramento do caso e as possíveis consequências da operação para a segurança da cidade e para as engrenagens da facção.
E você, o que acha dessa operação e das evidências apresentadas? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre segurança pública na região.

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