Investigada por matar o ex é condenada por missa de 7º dia para vivos

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Condenação por coação: empresária Elimara de Carvalho encomenda missa de sétimo dia para vítimas ligadas ao processo

A Justiça de São Paulo condenou a empresária Elimara de Carvalho, 55 anos, por coação no curso do processo. A decisão aponta que ela encomendou uma missa de sétimo dia em nome de três pessoas ligadas às ações judiciais envolvendo seu ex-companheiro e uma fortuna estimada em cerca de R$ 50 milhões. A condenação decorre de fatos ocorridos em 2024, em São José dos Campos, no interior paulista.

Elimara e Benedito Amaral, primo de primeiro grau, viveram juntos por quase 27 anos. Mesmo após o divórcio, a partilha oficial de bens nunca foi concluída. A investigação aponta que a empresária também tentou se apropriar da fortuna da família, além de ser acusada de planejar a morte do ex-companheiro.

Benedito acumulou parte de sua riqueza após trabalho no Iraque na década de 1980, treinando militares. O patrimônio da família é avaliado em cerca de R$ 50 milhões. O filho de Benedito, Fabrício Coutinho Camargo, disse aos veículos de imprensa que o pai já desconfiava das intenções da ex-parceira em relação à fortuna da família.

A condenação tem como base também a leitura de nomes durante a missa de sétimo dia, em que Elimara pediu que três pessoas estivessem presentes na cerimônia. As vítimas teriam recebido ligações e mensagens de conhecidos que estavam na igreja no momento, levando-as a ir ao local para entender o que acontecia. Câmeras de segurança da igreja e a gravação da missa confirmaram a presença da empresária e a leitura dos nomes.

A defesa nega as acusações. Parente afirmou que Elimara esteve na igreja apenas para buscar água benta e velas, pois mora perto do templo, e que as imagens teriam sido mal interpretadas. Segundo a defesa, a suposta leitura de nomes não configuraria crime, pois não haveria ameaça concreta. A Justiça, porém, manteve que uma missa de sétimo dia para pessoas vivas pode representar intimidação.

O caso ocorre em meio a relatos de que a disputa pela fortuna da empresa familiar continua. A condenação por coação reacende o debate sobre o uso de rituais religiosos em disputas judiciais. O episódio evidencia como tensões familiares podem se traduzir em ações que cruzam limites legais, com reflexos na cidade de São José dos Campos e na cobertura da região.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Caso “Dark Horse”: Flávio nega desvio de recursos para Eduardo Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira que os recursos obtidos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro foram usados exclusivamente na produção do...

2ª Vice-Presidência do TJ-BA participa de encontro no Superior Tribunal de Justiça

Em Brasília, o III Encontro entre Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais tratou da admissibilidade de recursos dirigidos aos Tribunais Superiores. No...

Após PM ser baleado em Valéria, ônibus deixam de circular em terminal de Águas Claras

Um soldado da Polícia Militar foi atingido por disparos durante uma operação policial na localidade de Curió, no bairro Valéria, em...