O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, defende a instalação de uma CPI para apurar o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao financiamento de um filme em homenagem ao ex-presidente. O tema ganhou força após divulgações de áudios que apontam repasses privados, alimentando o debate sobre transparência e possíveis irregularidades.
A apuração envolve números expressivos: Vorcaro teria desembolsado aproximadamente R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, dentro de um contrato estimado em R$ 134 milhões para a produção. Parte dos recursos teria sido enviada a um fundo nos Estados Unidos vinculado a aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Inicialmente, Flávio negou os repasses. Depois, disse que pediu recursos, mas afirmou que o financiamento é privado e não envolve irregularidades.
“Minha participação […] limitou-se à busca de investimento privado para uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos, sem recurso público”, afirmou.
Segundo o parlamentar, o contato com Vorcaro ocorreu em 2024, antes de o banqueiro se tornar alvo de investigações, e o dinheiro teria ido para um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.
Em entrevista à GloboNews, Flávio classificou o contato como completamente normal e disse que sua atuação foi semelhante à de qualquer pessoa que busca investidores para um projeto privado.
O caso permanece no centro do debate público, com críticos pedindo transparência total sobre o financiamento de obras culturais privadas e a atuação de políticos na atração de recursos. Flávio Bolsonaro sustenta que a relação com Vorcaro foi estritamente de captação de patrocínio para o filme em homenagem ao pai, sem qualquer benefício político.



