Resumo rápido: o Ministério Público da Bahia (MP-BA) fechou compromissos com artistas e empresários para as festas juninas, gerando economia de mais de R$ 21 milhões aos cofres públicos. Até agora, 44 artistas aderiram, alcançando 620 contratos em mais de 200 cidades baianas, com uma redução média de 11,57% nos cachês.
A iniciativa, viabilizada pelo Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor), busca manter a programação junina com responsabilidade fiscal, promovendo transparência e economicidade nas contratações públicas. O MP-BA atua em parceria com Tribunais de Contas, UPB e outras peças da estrutura pública para aperfeiçoar os processos de contratação.
Entre os nomes que aderiram estão Adelmário Coelho, Mastruz com Leite, Limão com Mel, Solange Almeida, Devinho Novaes, Tyrone, Netto Brito, Daniel Vieira, Fulô de Mandacaru, Chambinho do Acordeon, Silvano Sales e Paula Fernandes, entre outros. A adesão voluntária ajuda a reduzir custos sem comprometer a programação artística.
As diretrizes são respaldadas por Notas Técnicas 01/2026 e 02/2026, que comparam os cachês de 2025 ajustados pelo IPCA de 4,39%, para orientar gestores e manter parâmetros técnicos de mercado. O objetivo não é fixar preços, mas verificar a compatibilidade entre os valores contratados e o que pratica o mercado.
Flávio José, veterano do forró, deixou de fora da agenda junina da Bahia para 2026, aparecendo apenas em apresentações fora do estado. O MP-BA informou que o artista não aceitou acordos em reunião com o órgão após a polêmica sobre o cachê, e a promotora Rita Tourinho confirmou que não houve acordo.
Se você acompanha cultura e contas públicas, conte nos comentários como vê a relação entre valor artístico, transparência e responsabilidade fiscal na sua cidade. Qual é o equilíbrio ideal entre apoiar artistas locais e manter as contas públicas estáveis?
