O empresário Frederico Marquezim Gonçalves, 43 anos, foi afastado nesta sexta-feira (13/3) do cargo de vice?prefeito de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Ele é um dos alvos da Operação Mágico de Oz, que busca desarticular um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro instalado na Delegacia Regional Tributária 14 (DRT?14), em Osasco, na região metropolitana.
20 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão temporária foram cumpridos na capital, em Osasco, Valinhos e Tupi Paulista. Além de Marquezim, quatro agentes fiscais de renda foram afastados.
Marquezim é empresário e formado em farmácia pela Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI). Nascido em Osvaldo Cruz, no interior, é casado e tem um filho. Ele atua como vice de Juliano Guiro (PSD), eleito em 2024.
No quadro patrimonial, Marquezim é sócio de quatro empresas no interior: uma farmácia de manipulação em Tupi Paulista, uma drogaria em Panorama e dois empreendimentos imobiliários também em Tupi. Na declaração de bens de 2024 ao TSE, informou mais de R$ 2,7 milhões em ativos, incluindo dois imóveis em Tupi Paulista, com um deles avaliado em R$ 630 mil, e outro em Pauliceia.
A operação Mágico de Oz é deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por meio do Gedec, com apoio do Gaec, da Polícia Civil e da Polícia Militar. A investigação aponta uma estrutura organizada que utilizava pessoas interpostas para recebimento de propina de agentes públicos, com movimentação de valores ilícitos e ocultação patrimonial.
As fraudes foram identificadas a partir da Operação Ícaro, de agosto do ano passado, que prendeu seis pessoas ligadas a um esquema de créditos de ICMS bilionários. Entre os detidos estavam:
- Artur Gomes da Silva Neto, auditor e supervisor da Fazenda estadual, apontado como principal operador; teria recebido mais de R$ 1 bilhão em propina.
- Sidney Oliveira, empresário, dono da Ultrafarma, preso na chácara em Santa Isabel.
- Mário Otávio Gomes, diretor estatutário da Fast Shop, detido em um apartamento na zona norte.
- Marcelo de Almeida Gouveia, auditor da Secretaria da Fazenda; com ele, foram encontrados R$ 330 mil em espécie, US$ 10 mil e 600 euros.
- Celso Éder Gonzaga e Tatiana de Araújo, presos em Alphaville; com o casal, foram encontrados R$ 1,2 milhão, R$ 200 mil em criptomoedas, US$ 10.700, relógios avaliados em R$ 8 milhões e 1.590 euros.
No centro do esquema, segundo os promotores, estava o auditor Artur Gomes da Silva Neto, então supervisor da Diretoria de Fiscalização da Fazenda estadual. Ele teria contato direto com empresários e recebido propina por meio de uma empresa em nome da mãe, uma senhora de 73 anos. O esquema consistia na emissão de créditos de ICMS inflacionados e funcionava desde 2021.
Além disso, o MPSP informou que, na época, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão. Ao todo, foram retidos R$ 73 mil e US$ 13 mil com uma das contadoras envolvidas.
Sobre a atuação em Tupi Paulista, a reportagem do Metrópoles entrou em contato com a prefeitura para se posicionar sobre o afastamento do vice?prefeito e aguarda retorno. A Secretaria da Fazenda e Planejamento do estado também foi procurada, e o espaço permanece aberto para atualizações.
Este caso mostra como investigações rápidas ajudam a desvendar redes de corrupção que envolvem agentes públicos e empresários, com impactos sobre a arrecadação e a confiança na gestão local. O que você pensa sobre essas apurações e seus efeitos na administração da cidade? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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