Teixeira de Freitas vive uma fase decisiva de investigações após a morte do mototaxista Romildo André Pereira, o “Rô”. A Polícia Civil instaurou uma força-tarefa para apurar o caso, com o corpo e a motocicleta encontrados na noite de quinta-feira, 12 de março, em uma área de mata no bairro Santa Rita. A atuação dos peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e do Instituto Médico Legal (IML) sinaliza a abertura de uma nova etapa, com foco na elucidação da causa da morte e das circunstâncias do ocorrido.
O episódio teve início com a localização do corpo e da motocicleta em um córrego cercado por bambuzais, na Avenida Bernadinho Figueiredo. A remoção foi realizada pelo Corpo de Bombeiros, em uma operação de difícil acesso. As primeiras ações concentraram-se em preservar evidências e assegurar as condições do local para a perícia preliminar, realizada ainda na noite de quinta-feira.
Nesta sexta-feira, 13 de março, os peritos Rodrigo Machado e Anelise Cabral retornaram ao local para uma análise mais minuciosa, com ênfase na motocicleta e no entorno do córrego. Devido às condições do terreno e à pouca iluminação, a avaliação detalhada pode levar mais tempo, e os resultados da perícia deverão colaborar para esclarecer a dinâmica dos fatos. Enquanto isso, o corpo permanece no Instituto Médico Legal (IML) de Teixeira de Freitas, onde passa por necropsia. O laudo é aguardado e pode levar até 30 dias para ficar pronto.
Linhas de investigação traçadas pela Polícia Civil seguem diversas hipóteses. Acidente: a proximidade entre o corpo e a motocicleta no córrego levanta a hipótese de que houve um acidente no local, com imagens de câmeras da região e o laudo necroscópico servindo como suporte para confirmar ou descar
Latrocínio (roubo seguido de morte): a polícia investiga se o mototaxista teria pego um passageiro por volta das 18h de segunda-feira; o último sinal do celular foi registrado próximo ao bairro Colina Verde e ao Residencial Santos Guimarães, e a motocicleta deixada no local não exclui essa linha de investigação.
Homicídio (passional ou financeiro): embora Romildo não apresentasse envolvimento com atividades criminosas, a Polícia Civil avalia a possibilidade de um homicídio motivado por questões pessoais ou financeiras, que também precisa ser comprovada pelos registros de testemunhas e evidências encontradas.
Com a necropsia em curso e o corpo liberado pelo IML apenas após a conclusão do laudo, a família de Romildo deverá realizar o velório e o sepultamento. A força-tarefa permanece diligente, analisando imagens, ouvindo testemunhas e esperando os laudos periciais para confirmar definitivamente se a morte foi consequência de um acidente, latrocínio ou homicídio.
A nossa equipe acompanha de perto os trabalhos da Polícia Civil, do DPT e do IML de Teixeira de Freitas, buscando respostas para a cidade. Se você tem informações que possam colaborar com as investigações, compartilhe nos comentários ou entre em contato com as autoridades locais.

Comentários do Facebook