Delegado descarta participação de rodoviário na morte de Thamiris: “Não sei por que estão associando ao crime”

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Resumo curto: O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Moisés Damasceno, descartou que um rodoviário vizinho de Thamires Pereira, de 14 anos, tenha relação com a morte da jovem. Em coletiva, ele enfatizou que o Estado deve conduzir as investigações e pediu que moradores evitem atitudes violentas.

Em resposta aos questionamentos da imprensa, Damasceno explicou que nunca informou que o rodoviário estava sob investigação. Segundo ele, durante o processo a polícia ouve todos os relatos, e a presença do rapaz na rota de Thamires foi analisada apenas como possível testemunho, não como suspeita. “Não está entre os suspeitos”, reiterou, ao enfatizar a necessidade de manter a linha de investigação pelo Estado.

Damasceno detalhou que a jovem passou pela casa do rodoviário, mas não entrou no imóvel. Ele disse haver suspeitas de que Thamires pudesse ter se dirigido ao homem apenas para sinalizar onde iria, já que era conhecida pela família. A partir disso, a polícia não entende a razão para o linchamento ocorrido no Jardim das Margaridas contra o rodoviário.

Segundo o delegado, as imagens das câmeras foram examinadas por um longo período e não há confirmação de que Thamires tenha retornado ao local. A hipótese é de que a jovem tenha passado pela residência e seguido para a outra direção, abrindo espaço para especulações que não se sustentam. A narrativa que associa o rodoviário ao crime, afirmou, não encontra respaldo diante das evidências coletadas.

A autoridade reforçou o apelo à calma e à paciência dos moradores, destacando que o trabalho de apuração cabe ao Estado, com base em dados e provas. A prática de linchamento não ajuda as investigações e pode comprometer o andamento do caso, que envolve uma vítima cuja família já enfrenta a dor da perda.

À medida que o inquérito avança, moradores da cidade são convidados a acompanhar as informações oficiais e a contribuir com relatos confiáveis pelas vias formais de comunicação com a polícia. O caso permanece em sigilo até novas evidências serem confirmadas, e a prefeitura mantém o compromisso de transparência durante as apurações. Compartilhe suas opiniões nos comentários para enriquecer o debate público ? a cobrança por justiça transparente.

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