Lula cancela participação na Cúpula Celac e é substituído por Vieira

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo em linha: em Bogotá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou a participação na 10ª Cúpula da Região Celac-Africa devido a atrasos na programação, participando apenas do Fórum de Alto Nível pela manhã e deixando o chanceler Mauro Vieira como representante na cúpula. Ele retornou ao Brasil para cumprir agenda na COP15, em Campo Grande, e manteve encontros bilaterais com líderes da região. O tom do discurso no fórum foi de alerta sobre tensões globais e de busca por maior cooperação entre América Latina e África.

A agenda em Bogotà previa o início da reunião às 14h30 locais, mas a sessão só começou por volta das 18h no Centro de Convenções Ágora. Com o adiamento, Lula participou apenas do 1º Fórum de Alto Nível Celac-Africa pela manhã, enquanto o ministro das Relações Exteriores discursava na cerimônia de abertura. O retorno ao Brasil ocorreu após a agenda bilateral do dia, com o presidente do Paraguai, Santiago Peña, entre os presentes, devendo Lula manter encontros no país ao longo do domingo.

De Bogotá, Lula seguiu direto para Brasília, onde estava programado participar da COP15 da ONU, em Campo Grande (MS). A participação brasileira na conferência sobre espécies migratórias foi mantida, com a expectativa de alinhamentos sobre políticas ambientais e preservação da biodiversidade. A agenda de hoje incluiu ainda encontros com autoridades de outras nações da região para reforçar a cooperação multilateral.

No Fórum Celac-Africa, o presidente criticou, de forma indireta, políticas internacionais dos Estados Unidos e alertou para a escalada de conflitos globais. Sem citar nomes, ele chamou a atenção para intervenções militares e destacou a necessidade de uma coordenação maior entre América Latina e África para evitar novas tensões. “Não há, nem na Carta da ONU nem na tradição diplomática, qualquer legitimidade para invasões entre países,” afirmou, ao enfatizar a importância de soluções políticas e diálogo entre continentes.

Ao falar à imprensa e aos pares presentes, Lula ressaltou que o mundo atravessa um período de grandes desentendimentos, descrevendo-o como um dos mais tensos desde a Segunda Guerra Mundial. A visão do Brasil, segundo assessores, é a de promover maior cooperação entre as regiões e reforçar instituições multilaterais que deem voz a países em desenvolvimento no cenário global.

Entre as atividades bilaterais à margem do fórum, Lula recebeu o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, e o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla. Com Petro, os dois líderes revisaram a condução da Celac e discutiram as expectativas para a próxima presidência da região, que ficará a cargo do Uruguai, enfatizando a necessidade de instituições regionais mais fortes. Com o líder de Burundi, o Brasil destacou a adesão à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e citou a instalação de um escritório da Embrapa em Addis Abeba para ampliar cooperação agrícola na África.

O brasileiro reiterou apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da ONU, defendendo que a liderança seja ocupada pela primeira vez por uma mulher da região da América Latina e do Caribe. Até o fechamento desta edição, não houve detalhamento público sobre o conteúdo da conversa com o ministro cubano, embora a parceria com Cuba tenha pautado também interesses econômicos e diplomáticos mais amplos entre as nações operando frente a frente.

Galeria de imagens: a seguir, uma pequena mostra de momentos do Fórum Celac-Africa, incluindo o encontro entre Lula, Petro e outros líderes. As imagens ilustram o tom do encontro e as relações bilaterais em pauta.

Conclui-se que, mesmo com a ausência formal na sessão central, o presidente Lula manteve a agenda de colaboração regional como eixo de sua participação. As lideranças latino-americanas e caribenhas, acompanhadas por representantes africanos, seguem em busca de um modelo de cooperação que combine segurança, desenvolvimento agrícola e ações climáticas, com ênfase na redução de desigualdades globais. A cobertura completa dos desdobramentos deve acompanhar as próximas agendas oficiais, com novos encontros e alinhamentos estratégicos.

E você, leitor, como enxerga o papel da América Latina e da África em uma agenda comum de defesa do desenvolvimento e da paz mundial? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro das relações internacionais em nossa região.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Trump dá ultimato ao Irã e ameaça “destruir” usinas se o Estreito de Ormuz não for reaberto em 48h

Em meio a uma escalada de tensões no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde janeiro de 2025, afirmou, em...

Brasileirão: veja os melhores momentos de Fluminense x Atlético-MG

Resumo: o Fluminense venceu o Atlético-MG, com gol do estreante Castillo, e chegou a 16 pontos no Brasileirão. Essa vitória sinaliza uma fase estável...

Polícia prende em Bom Jesus da Lapa suspeito de dois assassinatos na cidade de Juazeiro

Resumo: Três mandados de prisão foram cumpridos nesta sexta-feira (20) contra um homem de 33 anos, suspeito de dois homicídios e de uma...