Resumo: Grupos de motoristas por aplicativos e motoboys anunciaram uma grande manifestação em Salvador para a próxima segunda-feira (29), com o objetivo de protestar contra a alta dos combustíveis. O ato não deverá bloquear vias na capital baiana, diferentemente do episódio anterior na Avenida Paralela; a mobilização, organizada pelo coletivo Ratos da Pista, visa dirigir o protesto a uma sede de órgão do governo ainda não divulgada e manter o movimento centrado no povo, sem participação de políticos.
Atualmente, o Ratos da Pista reúne cerca de 4.600 membros, entre aproximadamente 4.200 motoristas de aplicativo e 400 motoboys, segundo dados da própria organização. A perspectiva é de que o protesto concentre a cobrança sobre o custo do combustível e a reação de quem depende dessas atividades para sobreviver.
Na semana passada, manifestantes acompanharam ações no Centro Administrativo da Bahia (CAB) e na Avenida Paralela, onde deputados estaduais reuniram-se com motoboys e motoristas de aplicativo em frente à sede da Assembleia Legislativa da Bahia para discutir demandas da categoria. O encontro contou com participação de deputados, incluindo Hilton Coelho, que classificou a mobilização como legítima e afirmou que os trabalhadores buscam apenas sustento, ressaltando que mudanças no preço dos combustíveis dependem de ações conjuntas entre o governo estadual e a gestão federal de Lula.
Durante a abordagem, Hilton Coelho disse que a mobilização não é para confrontar, mas para ouvir o que aflige a população que depende do serviço de entregas e corridas. “Vocês não estão aqui por acaso, estão aqui pela sobrevivência. A reivindicação é legítima, e o governo tem o poder de agir”, afirmou, destacando que a cooperação entre o governo estadual e a gestão de Lula pode atenuar o impacto da alta de combustíveis.
Além disso, o líder do governo da AL-BA, Rosemberg Pinto, informou que o Estado já está em movimento para uma composição com a gestão de Lula para conter o avanço dos preços. A ideia seria reduzir impostos sobre combustíveis como forma de minimizar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a economia local, conforme informações repassadas aos manifestantes.
A organização deixa claro que o movimento é do povo, para o povo, e que pretende resistir a tentativas de infiltração política que possam desvirtuar a pauta. O tom é de urgência, destacando que a paciência acabou para muitos que dependem de serviços de aplicativo e mototáxi para o sustento diário.
E você, como encara a cobrança de impostos sobre combustíveis e a dignidade de quem trabalha com entrega e transporte por meio de aplicativos? Compartilhe sua opinião nos comentários e traga suas ideias sobre como mitigar o impacto do aumento dos preços. Sua participação enriquece o debate local sobre economia e mobilidade na cidade.

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