“Não temos medo”, diz Lindbergh após Gaspar anunciar ações contra ele

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Resumo: O deputado Lindbergh Farias (PT) entregou à Polícia Federal novos elementos contra Alfredo Gaspar (União), relator da CPMI do INSS, apontando crimes graves envolvendo uma jovem hoje com 21 anos e a filha dela, de 8, frutos do suposto estupro cometido quando a vítima tinha 13 anos, em Alagoas. A PF analisa se há indícios suficientes para abrir um inquérito. Gaspar nega as acusações e promete ações legais para defender sua honra.

Segundo Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Pode-MS), as informações foram apresentadas na forma de gravações e documentos que indicariam crimes como pedofilia, estupro, trabalho escravo e tentativas de suborno, com valores que somariam até 400 mil reais para silenciar a vítima e impedir a comunicação do crime.

Entre as provas, os parlamentares citam a possibilidade de que a vítima tenha sido levada ao Rio de Janeiro para dar à luz, com o registro da criança feito em nome de terceiros. A filha pequena seria, segundo eles, fruto do suposto crime, enquanto a mãe biológica teria sido, conforme as acusações, pouco envolvida na documentação inicial.

“Nós não temos medo. Ele vai encarar a verdade. A única coisa que ele pode fazer, em vez de ficar gritando, é apresentar o seu material genético à Polícia Federal. Nós temos gravações que falam de R$ 400 mil. É tudo isso.”

Além das acusações, Lindbergh e Soraya destacam que a vítima, a criança e as testemunhas devem ser incluídas em medidas de proteção, como o Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, ou proteção equivalente, diante de indícios de offerte de dinheiro para silenciar o caso.

Gaspar negou as acusações em nota, descrevendo-as como falsas, levianas e irresponsáveis. Ele afirmou possuir uma trajetória pública limpa e declarou que, para defender a honra, adotará todas as medidas judiciais cabíveis, incluindo uma notícia-crime por coação, no curso do processo, além de buscar atuação firme no Conselho de Ética. O relator reiterou que continuará cumprindo seu dever com a verdade e o povo brasileiro.

Segundo a PF, a Corregedoria da instituição analisa se existem elementos suficientes para instaurar um inquérito contra o deputado, mas até o momento não houve abertura formal de investigação. A apuração segue sob a lente das investigações da CPMI do INSS, com a expectativa de que novas informações possam embasar decisões futuras.

A sociedade acompanha o desenrolar desse conflito entre investigações, denúncias públicas e a resposta institucional, em meio a debates sobre integridade parlamentar e a necessária transparência das apurações. A CPMI do INSS continua no centro de uma disputa que envolve acusações graves, defesa veemente e o escrutínio da Polícia Federal.

Como você avalia o andamento das provas apresentadas e a atuação das autoridades? Deixe seu comentário com a sua leitura sobre o caso, a credibilidade das informações e o que você espera das próximas decisões da PF e dos comitês de fiscalização. Sua opinião ajuda a entender diferentes perspectivas sobre este desenrolar importante para o debate público.

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