A repercussão do caso Thamires, adolescente de 14 anos morta após um desaparecimento no Jardim das Margaridas, em Salvador, motivou a apresentação de dois projetos de lei na Câmara Municipal da cidade. Os textos, de autoria dos vereadores Hamilton Assis (PSOL) e João Cláudio Bacelar (Podemos), foram protocolados ainda nesta semana e propõem, respectivamente, a criação de uma campanha educativa permanente sobre o desaparecimento de jovens e a instituição de um dia de enfrentamento à violência de gênero e à discriminação na capital baiana.
O caso de Thamires ganhou as redes sociais e mobilizou familiares e amigos durante os dias de buscas, até que a jovem fosse localizada. O episódio reacendeu o alerta sobre a vulnerabilidade de meninas, adolescentes e mulheres na cidade e serviu como motivação para que a Câmara Municipal discuta medidas de prevenção e proteção.
O vereador João Cláudio Bacelar (Podemos) protocolou o PL n° 79/2026, que institui o Dia Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e à Discriminação de Gênero em Salvador. A proposta prevê que essa data seja lembrada no dia 12 de março — justamente o dia do desaparecimento de Thamires —, tornando-o oficial no calendário da cidade e abrangendo campanhas educativas, ações em escolas, divulgação de canais de denúncia e iniciativas voltadas à prevenção da violência de gênero.
Já o PL n° 76/2026, apresentado pelo vereador Professor Hamilton Assis (PSOL), estabelece ações educativas ao longo de todo o ano letivo na rede municipal sobre o desaparecimento de crianças e adolescentes. O objetivo é orientar sobre como agir nesses casos, divulgar canais de denúncia e fortalecer a prevenção por meio de informações claras e acessíveis para a comunidade escolar.
Segundo Bacelar, a proposição não surge apenas como medida institucional, mas como um pacto entre pai, marido e cidadão: “quando uma adolescente perde a vida de forma tão cruel, não podemos tratar isso como um evento distante. Precisamos transformar a dor em conscientização e em ação permanente.” Já Hamilton ressalta o papel estratégico da escola na prevenção, afirmando que a cidade precisa transformar a informação em proteção, pois muitas famílias ainda não sabem como agir diante de um desaparecimento.
Os dois projetos estão em tramitação inicial na CMS, já designados para análise pelas comissões temáticas e pela Comissão de Constituição e Justiça. A expectativa é que avancem para fases de debate e votação, ampliando o debate público sobre segurança, violência de gênero e a importância da educação como ferramenta de prevenção na cidade.
A reação da população, especialmente de moradores e famílias de Salvador, tende a se concentrar na necessidade de ações mais robustas de proteção e de canais de denúncia acessíveis, além de campanhas contínuas que envolvam escolas, centros comunitários e órgãos públicos. Com o andamento dos PLs, a cidade passa a discutir não apenas a resposta a casos individuais, mas políticas permanentes que promovam o respeito, a igualdade de gênero e a proteção das jovens.
Como você vê a importância de campanhas educativas contínuas e de um dia oficial de enfrentamento à violência de gênero na sua cidade? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe experiências ou propostas para fortalecer a proteção de meninas e adolescentes na região.

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