‘Ninguém fará a gente mudar o Pix’, diz Lula após relatório dos EUA

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Resumo: o presidente Lula reafirmou que ninguém fará o governo recuar em relação ao Pix, após a divulgação de um relatório do governo dos Estados Unidos que volta a colocar o sistema de pagamentos instantâneos sob escrutínio. O documento, produzido pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR), sugere impactos potenciais no comércio internacional e menciona preocupações com políticas públicas de pagamento no Brasil, ainda que não cite o Pix nominalmente. O Brasil, por sua vez, busca manter o diálogo com Washington para preservar a cooperação econômica e tecnológica.

O relatório anual do USTR, divulgado na quarta-feira, aponta o Pix como sistema de pagamentos instantâneos que pode prejudicar redes globais de cartão de crédito como Visa e Mastercard, ao distorcer o comércio internacional. Embora o documento não nomeie o Pix, ele destaca sistemas públicos de pagamentos eletrônicos como alvo de preocupação e descreve uma investigação da Seção 301 sobre práticas comerciais desleais no Brasil, iniciada em 15 de julho e conduzida pelo escritório do representante de comércio, Jamieson Greer. O tom é de alerta, sinalizando riscos para fornecedoras americanas de serviços de pagamentos.

O presidente Lula definiu o Pix como uma conquista brasileira e disse que o governo não recuará diante de pressões externas para mudar o modelo. Ele enfatizou que o Pix facilita pagamentos de forma rápida, barata e segura, com benefícios diretos a cidadãos de cidades, regiões e bairros onde o dinheiro em espécie ainda domina a vida econômica. A manutenção do sistema, segundo ele, é uma questão de inclusão financeira e continuidade de serviços essenciais que já ajudam milhões de brasileiros no dia a dia.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, também defendeu o Pix, destacando seu sucesso e rejeitando críticas quanto ao funcionamento. Em entrevista, ele ressaltou a importância do diálogo com os Estados Unidos para ampliar a cooperação econômica e comercial entre os dois países. Além disso, o ministro citou a crítica norte-americana a propostas de regulação de plataformas digitais e à chamada “taxa das blusinhas” como entraves ao comércio bilateral, reiterando que a visão do governo é manter o Brasil aberto a investimentos e cooperação, sem abandonar prioridades nacionais.

Alckmin comentou ainda que o Brasil não representa problema para os EUA, mantendo superávit na balança de bens e serviços e apontando para ampliar a complementaridade entre as duas maiores economias da região. No âmbito interno, ele mencionou iniciativas como Move Brasil, voltado a caminhões, Carro Sustável, a Nova Indústria Brasil (NIB) e medidas de defesa comercial. Em relação a encontros com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o vice disse que ainda não há agenda definida, mas que as conversas entre Lula e Trump têm sido muito positivas, abrindo espaço para avanços no diálogo.

Em síntese, o episódio retrata uma fase de parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos, com o Pix no centro de um debate sobre inovação, regulação e competitividade no cenário global. Como você avalia o papel do Pix na economia brasileira e na relação com o principal parceiro comercial do país? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a ampliar a discussão sobre o futuro das formas de pagamento e da cooperação entre Brasil e EUA.

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