Resumo: Em Belém, dois estudantes do Cesupa aparecem em vídeo agredindo um morador de rua com arma de eletrochoque. O episódio gerou abertura de apuração pelo Ministério Público Federal e ações das autoridades, com a universidade afastando os envolvidos. O caso envolve lesão corporal, vulnerabilidade da vítima e o compromisso de responsabilizar os envolvidos.
O ataque ocorreu na manhã de 14 de abril de 2026, em frente ao Centro Universitário do Pará (Cesupa), na Avenida Alcindo Cacela, em Belém. O vídeo que circulou nas redes sociais mostra um estudante correndo até a vítima e aplicando o choque por trás, repetidas vezes, enquanto o outro filma a ação. Os dois suspeitos foram identificados como Altemar Sarmento Filho, apontado como agressor, e Antonio Coelho, que gravou o episódio.
A Cesupa informou que afastou os dois estudantes das atividades acadêmicas de forma imediata e abriu um procedimento administrativo para apurar o que ocorreu. A instituição ressaltou que condutas que ponham em risco a integridade de pessoas não serão toleradas e que colaborarão com as autoridades.
No âmbito do Ministério Público Federal, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) instaurou apuração para investigar o ataque com arma de eletrochoque contra uma pessoa em situação de rua. A ação recebeu encaminhamentos para avaliação criminal, com o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) também envolvido para apurar as responsabilidades na esfera criminal.
Segundo o MPPA, a conduta dos estudantes pode caracterizar lesão corporal, com agravantes pela vulnerabilidade da vítima e pela repetição do ato. A defesa da população em situação de rua é prioridade institucional e, conforme informou a Procuradoria, os responsáveis serão investigados e responsabilizados com rigor.
A Polícia Civil informou que um boletim de ocorrência foi registrado na Seccional de São Brás, em Belém, e que um inquérito foi instaurado para apurar o caso. Os dois suspeitos se apresentaram à delegacia acompanhados de advogados para prestar esclarecimentos, e o dispositivo de choque utilizado já foi apreendido para perícia.
Até a publicação deste texto, não havia informações públicas sobre o estado de saúde do morador de rua agredido. O episódio gerou forte repercussão nas redes e levou autoridades e organizações de direitos humanos a enfatizarem a proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Jovem Pan entrou em contato com os representantes dos suspeitos, mas não obteve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para novas declarações conforme surgirem informações adicionais sobre o desenrolar das investigações e as ações administrativas da instituição de ensino.
Convido você a deixar sua opinião sobre o caso nos comentários. Como você avalia a resposta das autoridades, a atuação da universidade e a proteção de pessoas em situação de rua em situações de violência na cidade de Belém?
