Alexandre Ramagem deixa prisão do ICE nos EUA, dizem aliados

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Resumo do caso: Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e delegado da Polícia Federal, foi cassado pelo Congresso em 2025 e passou a figurar entre os foragidos da Justiça ao ser condenado pelo STF pela participação na trama golpista. Em meio a esse desdobramento, ele deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana e seguiu para os Estados Unidos, onde, desde setembro, vive no território norte-americano, aguardando eventual extradição após formalização do pedido pelo Ministério da Justiça em 30 de dezembro de 2025. A trajetória política dele inclui atuação na segurança de Jair Bolsonaro, eleição como deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2022 e uma tentativa frustrada de chegar à prefeitura do Rio em 2024.

Quem é Ramagem: Ramagem é delegado da Polícia Federal que chefiou a ABIN entre julho de 2019 e março de 2022, período do governo de Jair Bolsonaro. Ele ganhou notoriedade ao coordenar a segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018. Em 2020, o então presidente tentou nominar Ramagem para dirigir a PF, mas o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação poucas horas antes da posse, após questionamentos do então ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre a possível interferência do Executivo em investigações. Posteriormente, Ramagem fortaleceu sua imagem no bolsonarismo e foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2022, com 59 mil votos. Em 2024, concorreu à Prefeitura do Rio pelo PL e ficou em segundo lugar, com 30,81% dos votos, atrás de Eduardo Paes. Em dezembro de 2025, a Câmara cassou o mandato dele após o STF condená-lo pela participação na trama golpista.

Sequência dos acontecimentos: as investigações apontam que Ramagem deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana, em Bonfim (Roraima). O deslocamento ocorreu de carro até a fronteira, atravessando o rio que separa os dois países. Na Guiana, ele embarcou para Miami e chegou aos Estados Unidos no dia 11 de setembro. Ele passou a residir no território americano com a esposa e os filhos. A fuga coincidiu com o voto do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que resultou na prisão decretada pelo Judiciário. A partir de então, Ramagem passou a ser considerado foragido no âmbito internacional, enquanto seus passos no exterior eram acompanhados pela Justiça brasileira.

Condição jurídica e extradição: em 30 de dezembro de 2025, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição de Ramagem à Embaixada do Brasil em Washington, que encaminhou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA. As informações indicam que o ex-parlamentar chegou aos Estados Unidos sozinho, mas passou a viver no solo norte-americano com a família, mantendo contatos com apoiadores e com a comunidade brasileira no exterior. O desfecho do processo de extradição permanece dependente de decisões diplomáticas e judiciais entre Brasil e EUA.

Trajetória política e atuação: Ramagem se destacou no âmbito da segurança pública ao liderar a ABIN e, anteriormente, ao chefiar a segurança de Bolsonaro na campanha de 2018. Em 2020, a tentativa de nomeação para diretor-geral da PF gerou controvérsias entre o Executivo e o Judiciário, com Moro apontando intenções de interferência. Ele foi eleito deputado federal pelo Rio em 2022, somando 59 mil votos, e disputou a Prefeitura do Rio em 2024, recebendo 30,81% dos votos. A cassação do mandato em 2025, após a condenação pelo STF, encerra um capítulo que mescla atuação política, segurança pública e controvérsias institucionais.

Contexto e implicações: o caso de Ramagem evidencia como trajetórias ligadas à segurança pública podem se entrelaçar com a arena política e com disputas judiciais de alto impacto. A eventual extradição, se confirmada, poderá trazer Ramagem de volta ao Brasil para enfrentar as acusações associadas à trama golpista, ao mesmo tempo em que expõe a delicada relação entre Executivo, Judiciário e órgãos de investigação. O episódio também relembra a relevância de decisões judiciais-chave para o curso da vida pública de figuras próximas a movimentos políticos.

Galeria de imagens

Observação: as imagens acima são parte do material de cobertura associada ao caso e ilustram momentos relevantes da trajetória pública de Ramagem, com foco em sua atuação na ABIN, nas funções públicas e nos desdobramentos judiciais.

Por fim, se você tem opiniões sobre como episódios desse tipo moldam a confiança pública nas instituições, participe nos comentários. Como avalia a relação entre poder, justiça e mídia na cobertura de casos envolvendo figuras ligadas a movimentos políticos? Sua visão importa para entendermos melhor esse debate.

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