Exportação do agronegócio alcança recorde de US$ 38,1 bilhões no 1º trimestre

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Resumo: o agronegócio brasileiro registrou exportações recordes no 1º trimestre, totalizando US$ 38,1 bilhões, com alta de 0,9% frente ao mesmo período de 2025. O saldo da balança alcançou US$ 33,073 bilhões, e houve abertura de 30 novos mercados para produtos do setor. A China continua sendo o principal destino, seguida pela União Europeia e pelos Estados Unidos, em um conjunto de fatores que consolidam a posição brasileira no comércio internacional.

Entre os destaques, os seis principais setores responderam por 83,8% do total exportado, evidenciando a força do agronegócio. O complexo soja liderou com US$ 12,13 bilhões, representando 31,8% do total; as carnes somaram US$ 8,12 bilhões; produtos florestais atingiram US$ 3,94 bilhões; café US$ 3,32 bilhões; o complexo sucroalcooleiro ficou em US$ 2,33 bilhões; e cereais, farinhas e preparações somaram US$ 2,08 bilhões. Juntos, esses setores destacam a resiliência do agronegócio e o papel central do Brasil no abastecimento global.

No que diz respeito ao formato de comércio, o desempenho foi impulsionado por um aumento de 3,8% no volume de mercadorias exportadas, compensando uma queda de 2,8% nos preços médios de algumas pautas. O Ministério da Agricultura aponta que a depreciação de itens como açúcar de cana em bruto, algodão não cardado nem penteado, milho e farelo de soja contribuiu para o recuo dos preços, embora sem frear o crescimento do conjunto de embarques.

A política de abertura de mercados aparece como um pilar do resultado. Entre janeiro e março, foram abertos 30 novos mercados para produtos do agro brasileiro, fortalecendo a presença em destinos já consolidados e ampliando a demanda por itens nacionais. O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, ressaltou que esse esforço de ampliação de mercados oferece maior previsibilidade ao comércio externo e amplia o espaço para mais produtos brasileiros no exterior.

Na distribuição geográfica, a China manteve a dianteira, com US$ 11,33 bilhões, correspondente a 29,8% do total. Logo em seguida ficou a União Europeia, com US$ 5,67 bilhões (14,9%), e, num terceiro pelotão, os Estados Unidos, com US$ 2,24 bilhões (5,9%), registrando, porém, queda de 31,2% frente ao primeiro trimestre de 2025. No último período, houve fortalecimentos das exportações para Índia, Filipinas, México, Tailândia, Japão, Chile e Turquia, sinalizando diversificação de destinos.

No lado das importações, os aquecimentos desejados pelo setor não acompanharam as exportações de forma equivalente. As compras de produtos agropecuários atingiram US$ 5,014 bilhões, uma queda de 3,3% em relação ao 1º trimestre de 2025. Já as importações de fertilizantes subiram expressivos 23,9%, para US$ 3,06 bilhões, enquanto as aquisições de defensivos recuaram 11,5%, totalizando US$ 891,4 milhões. Essa dinâmica reforça a necessidade de equilíbrio entre produção, insumos e demanda externa.

O saldo da balança do setor no período ficou em US$ 33,073 bilhões, superando osUS$ 32,562 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior. O ministro André de Paula enfatizou que o agronegócio brasileiro ocupa uma posição de destaque no comércio global, e garantiu que o governo continuará fortalecendo essa base, ampliando oportunidades para os produtos nacionais no exterior e mantendo o Brasil como fornecedor confiável de alimentos e insumos.

Em síntese, os resultados do primeiro trimestre reforçam a importância estratégica do setor para a economia do país, destacando inovação, sanidade, qualidade e abertura de mercados como principais motores para sustentar o ritmo de exportações, equilibrar a balança comercial e sustentar o emprego nas áreas técnicas e de campo. O desafio agora é manter a trajetória, buscar novos clientes e proteger a competitividade brasileira em um cenário global dinâmico e desafiador.

E você, leitor, como vê o futuro das exportações do agronegócio brasileiro? Compartilhe suas ideias sobre quais mercados merecem atenção nos próximos meses e que medidas podem ampliar ainda mais a presença do Brasil no comércio internacional. Comente abaixo e participe da conversa sobre o impacto econômico dessa retomada do agronegócio.

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