Em Barcelona, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou que o retrocesso da democracia é perigoso e pode abrir espaço para regimes autoritários, citando de forma contundente que, nesse cenário, “acontece um Hitler”. O alerta abriu uma semana de encontros que reunirão líderes internacionais, liderados pelo premiê espanhol Pedro Sánchez, com o objetivo de fortalecer instituições democráticas e buscar soluções conjuntas para um cenário global cada vez mais desafiador.
Lula fez as colocações ao lado de Sánchez durante uma coletiva de imprensa, destacando a necessidade de diálogo para evitar retrocessos que minem a governança democrática. A dupla aproveitou o momento para lembrar que a defesa da democracia passa pela cooperação entre países e por um compromisso com o multilateralismo. A reunião de Barcelona, que sucede a I Cúpula Espanha-Brasil, também contou com a assinatura de acordos bilaterais em áreas como minerais críticos, combate à violência contra as mulheres e cooperação científica, fortalecendo laços entre os dois países.
A cúpula bilateral no Palácio de Pedralbes foi apresentada por Sánchez como um marco: uma parceria que aproxima a União Europeia da América Latina e do Caribe, com a meta de fechar feridas históricas e avançar em temas de interesse comum. O espanhol enfatizou que, enquanto alguns buscam acender tensões, o caminho é o diálogo e ações concretas para ampliar a cooperação. O encontro antecedeu o IV Fórum em Defesa da Democracia, que reunirá líderes de diversas nações para discutir estratégias de proteção institucional, em especial em meio a pressões de forças que se apresentam como adversárias da democracia liberal.
Entre os nomes confirmados para o Fórum, destacam-se a presidente do México, Claudia Sheinbaum; o presidente da Colômbia, Gustavo Petro; e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. A agenda do encontro, organizada por Lula e Sánchez desde 2024, tem como objetivo ampliar o papel das nações da região na defesa de valores democráticos, respeito aos direitos humanos e cooperação multilateral. A programação também prevê debates sobre estratégias para enfrentar desinformação, cooperação econômica sustentável e defesa de instituições independentes diante de ataques internos e externos.
O anúncio ocorre em um momento de intensificação de atividades diplomáticas alinhadas ao que os organizadores chamam de multilateralismo ativo. O Fórum Global Progressive Mobilisation, que acontece paralelamente em Barcelona, reúne forças de esquerda, sindicatos e pensadores para discutir caminhos de mobilização em defesa de democracias abertas. Ao encerrar as atividades previstas para o fim de semana, Lula e Sánchez devem retornar aos palcos com novas mensagens públicas que reforçam a pauta de cooperação entre economias diversas e o compromisso com instituições democráticas estáveis. A expectativa é de que as falas desta semana ofereçam uma visão prática sobre como proteger valores democráticos em um cenário internacional cada vez mais complexo.
Este movimento conjunto entre Brasil e Espanha — com participação de líderes de América Latina, Europa e África — reforça a aposta de que a democracia pode ser fortalecida por meio de alianças estratégicas, pactos sobre governança econômica, e compromissos reais com direitos humanos e igualdade de gênero. A importância de manter o diálogo aberto e demonstrar resultados concretos está no centro da mensagem que Lula, Sánchez e demais participantes desejam deixar aos cidadãos na cidade de Barcelona e além. A cada encontro, o objetivo é claro: consolidar um espaço de cooperação que sirva de modelo para outros países da região e do planeta, fortalecendo a voz de democracias frente a ameaças autoritárias.
E você, leitor, o que pensa sobre a importância de acordos multilaterais para a defesa da democracia no mundo? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como enxerga o papel de líderes internacionais na proteção de instituições democráticas diante dos desafios atuais.

