Resumo: O Ministério Público de Sergipe abriu uma investigação para apurar irregularidades na custódia do policial penal Tiago Sóstenes, acusado de matar a namorada em um hotel de Aracaju. Segundo o PA4, há indícios de que o custodiado tenha recebido visitas sem autorização judicial e circulado pelo Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE) durante o período de internação, sem algemas e sem a devida escolta. A apuração também questiona a possível comunicação à Justiça sobre a transferência do preso para a unidade de saúde.
Contexto da apuração O MPSE investiga falhas na custódia durante a internação do suspeito, incluindo a circulação livre pelo hospital e a suposta ausência de supervisão adequada. As denúncias apontam ainda para a possível ausência de algemas e para o que seria o uso indevido de um aparelho celular durante o período sob custódia. A linha de apuração busca esclarecer responsabilidades institucionais ligadas à custódia do preso.
Itens solicitados Diante das denúncias, o Ministério requisitou informações detalhadas ao hospital, incluindo imagens das câmeras de segurança, e cobrou esclarecimentos da unidade prisional responsável pela custódia. Também foi pedido um relatório sobre a transferência do preso para a unidade de saúde, com o objetivo de esclarecer se houve falha na comunicação com o Judiciário.
Contexto do caso Tiago Sóstenes é apontado como principal suspeito do assassinato da empresária Flávia Barros dos Santos, ocorrido em março. De acordo com as investigações, ele teria efetuado disparos contra a vítima e, em seguida, atentado contra a própria vida. Após o crime, o policial foi socorrido e levado ao hospital, sendo transferido para um presídio militar e retornando ao HUSE no dia 9 de abril, permanecendo internado até receber alta na sexta-feira (17).
Posicionamentos oficiais As promotoras Luciana Duarte e Cláudia Daniela Franco afirmaram que não se manifestarão até a conclusão das diligências. Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe informou que ainda não recebeu a solicitação formal do MPSE e ressaltou que a responsabilidade do hospital se limita ao atendimento, cabendo a custódia aos órgãos competentes. A Polícia Militar de Sergipe não comentou o caso até a última atualização, e a defesa do policial não foi localizada.
O que vem a seguir A apuração deve continuar, com o MPSE buscando esclarecer a transferência de custódia e as normas de supervisão durante a internação. Enquanto isso, o hospital e a unidade prisional podem ser chamados a esclarecer procedimentos para evitar ambiguidades e assegurar o devido processo. O desfecho dependerá das diligências em curso e das respostas oficiais das instituições envolvidas.
Participe Queremos ouvir sua opinião sobre a condução desse caso. Você acredita que há falhas no sistema de custódia entre as instituições de segurança e saúde? Compartilhe seus comentários e contribua para um debate mais claro sobre os próximos passos dessa investigação.

