Ana Paula Matos, vice-prefeita de Salvador, deixou o PDT e se filiou à União Brasil, em meio a um reposicionamento político na Bahia. A decisão ocorre no contexto de uma redefinição de alianças no estado, com o PDT deixando o grupo de oposição liderado pelo pré-candidato a governador ACM Neto e buscando novo espaço dentro da base governista. O movimento, visto como parte de uma reorganização maior, altera o tabuleiro local ao colocar uma líder municipal de Salvador em posição de influenciar as estratégias eleitorais futuras.
A decisão foi seguida de um acordo com a direção nacional e estadual do partido, em reunião realizada em Brasília, com a participação do presidente nacional Carlos Lupi e do presidente estadual Félix Mendonça. A vice-prefeita destacou que o processo foi conduzido com respeito, diálogo e transparência. Ela já era filiada ao PDT desde 2020 e agradeceu pela trajetória construída, lembrando que foi indicada pelo partido a ser candidata a vice-presidente da República e, por duas vezes, ocupou o cargo de vice-prefeita de Salvador. O caminho foi traçado após conversas que reuniram os primeiros contatos em Salvador e, posteriormente, em Brasília, onde Lupi e Mendonça participaram.
“Tenho lado na gestão política do estado, que é o lado de ACM Neto, que revolucionou Salvador quando foi prefeito e que, junto com Bruno Reis, me deu a oportunidade de mostrar meu trabalho. Estarei contribuindo com muita dedicação na construção da pré-campanha de ACM Neto ao governo do estado”, declarou Ana Paula Matos, reforçando o alinhamento com a nova sigla. A fala ressalta não apenas uma mudança de legenda, mas um compromisso com estratégias de mediação e de campanha que visam ampliar o impacto da gestão municipal na esfera estadual.
Paralelamente, o PDT anunciou apoio ao grupo governista liderado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca a reeleição neste outubro. Como desdobramento dessa guinada, os deputados estaduais Penalva e o deputado federal Leo Prates também deixaram a legenda, sinalizando uma nova configuração da base do PDT na Bahia e reforçando a reorientação de alianças regionais.
Analistas observam que esse reposicionamento reforça a tendência de ampliar coalizões com a União Brasil no estado, buscando fortalecer a base de apoio ao governo estadual. A entrada de uma líder de Salvador na maior sigla nacional pode provocar ajustes entre adversários e aliados, influenciando a corrida eleitoral no curto prazo e o cenário político para o próximo ciclo. E você, leitor, qual leitura faz dessa guinada na Bahia? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe do debate.

