PM que matou mulher com tiro no peito em SP passa de estagiária para soldado

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Resumo curto: em Cidade Tiradentes, São Paulo, a policial Yasmin Cursino Ferreira, 21 anos, matou Thawanna Salmázio com um tiro no peito durante uma abordagem no início de abril. Duas semanas depois, ela foi efetivada no cargo de soldado por equiparação salarial, com aumento de cerca de R$ 480, está afastada das ruas e responde a investigações da Corregedoria da PM e do DHPP. O caso, parcialmente registrado por câmeras corporais, reacende o debate sobre uso da força e conduta policial no estado.

O episódio ocorreu na madrugada do dia 3 de abril, no bairro Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. Conforme apuração inicial, a ação começou após o veículo da Polícia Militar encerrar uma comitiva de apoio para questionar um casal, quando o retrovisor de uma viatura foi tocado pelo marido da vítima. A discussão que se seguiu escalou de forma rápida, levando Yasmin, que estava no banco do passageiro, a descer da viatura e se envolver no bate-boca com Thawanna Salmázio, que caminhava ao lado do marido.

Segundo relatos, Thawanna orientou a policial a não apontar o dedo para ela; pouco depois, a arma foi disparada, atingindo o peito da mulher. A policial argumentou que a agressão da vítima teria começado com um tapa no rosto, o que justificaria o uso da força. Na ocasião, Yasmin não portava câmera corporal, equipamento que acompanhava apenas o policial que conduzia a viatura. A ação foi, porém, registrada parcialmente por câmeras corporais utilizadas pela equipe.

Duas semanas após o atentado, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou a mudança de status de Yasmin para soldado, com a equiparação salarial assegurada pela medida. O reajuste, equivalente a aproximadamente R$ 480, representou um aumento salarial, mas não configura uma promoção. Atualmente, a policial permanece afastada do policiamento nas ruas, enquanto as investigações orientadas pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil continuam em andamento para esclarecer as circunstâncias do disparo e a conduta durante o ocorrido.

O caso levanta questões sobre treinamento, uso da força e protocolos de atuação de policiais que atuam sem o uso de câmeras corporais, em especial quando há situações de confronto com civis. A investigação busca entender os motivos que levaram à reação violenta, verificar a veracidade das alegações de ambas as partes e apurar possíveis falhas de procedimento ou de supervisão que possam ter contribuído para o desfecho trágico.

Enquanto isso, a população acompanha com atenção as apurações, que também devem trazer um retrato mais claro da responsabilidade de cada integrante da equipe envolvida. A cidade aguarda respostas sobre o que pode ser feito para evitar casos semelhantes no futuro, incluindo aprimoramentos de treinamento e de equipamentos de proteção. Qual é a sua leitura sobre esse episódio e as medidas que cabem à instituição para evitar novas tragédias? Deixe seu comentário com sua opinião e as perguntas que você acredita serem mais importantes para a investigação.

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