Câmara discute contaminação em São Tomé de Paripe e oposição estuda enviar projeto de indicação para Prefeitura

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo rápido Uma audiência pública na Câmara Municipal de Salvador discutiu a contaminação química na praia de São Tomé de Paripe, que levou ao fechamento da área por altos níveis de cobre, nitrato e nitrito na água e na areia. Moradores e autoridades cobram ações emergenciais e auxílio financeiro, após 67 dias desde o primeiro registro de contaminantes na faixa.

A solicitação partiu da vereadora Eliete Paraguassu (PSOL), com apoio das regras das vereadoras Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT). Participaram do debate representantes da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado da Bahia (SEADES) e da Secretaria do Mar (Semar), além de entidades da sociedade civil como o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) e a Associação de Moradores de Paripe.

A principal pauta foi a necessidade de um auxílio financeiro para pescadores e comerciantes que dependem da praia. Moradores destacaram o impacto socioeconômico da interdição e a morte de animais marinhos na região, além da carência de sinalização e orientação para banhistas e trabalhadores da areia. Segundo relatos, há apenas uma placa de sinalização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) indicando o risco.

A vereadora Aladilce informou que a oposição deve elaborar um Projeto de Indicação para que a Prefeitura de Salvador declare estado de emergência na região. A parlamentar afirma que, com o decreto, seria possível facilitar a liberação de recursos federais para indenizações e medidas emergenciais. “Quero propor que façamos um Projeto de Indicação decretando estado de emergência. Se for decretado, há verba federal que pode ser liberada para a indenização das pessoas”, afirmou.

O debate também contou com depoimentos de professores e pesquisadores que apontam os riscos da contaminação na região. Segundo eles, já se passaram 67 dias desde o primeiro registro de produtos químicos na faixa de areia, ocorrido em fevereiro deste ano.

A sessão reforçou a necessidade de atuação conjunta entre a prefeitura, o governo do estado e organizações de moradores da região para mitigar riscos, monitorar a qualidade da água, sinalizar a área com clareza e apoiar quem vive da pesca e do comércio na praia. A discussão continua com planos de ações e busca por recursos para compensações.

E você, o que acha da resposta das autoridades diante da contaminação em Paripe? Compartilhe suas opiniões nos comentários e ajude a construir uma solução que proteja moradores, o meio ambiente e a economia local.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Celina diz que vai recorrer de decisão que barra uso de bens para socorrer BRB

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), informou que o Governo do Distrito Federal (GDF) vai recorrer da decisão liminar que suspendeu...

VÍDEO: Ex-funcionária denuncia vereador de Salvador Sílvio Humberto por suposta prática de ‘rachadinha’

Resumo: uma ex-funcionária de Salvador divulgou um vídeo denunciando o vereador Silvio Humberto, do PSB, por uma possível prática de rachadinha entre 2024...

PEC 6×1: Motta diz que criará comissão especial até esta sexta (24/4)

A Câmara dos Deputados discute a PEC da jornada de trabalho, possível medida para reduzir a carga semanal sem cortes salariais. A ideia...