Dólar fecha quinta-feira a R$ 5,00 com temor de escalada do conflito no Oriente Médio

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Dólar fecha em R$5,00, com o real mostrando fôlego no começo do dia e o petróleo em forte alta, enquanto o cenário internacional concentra atenções nas tensões no Oriente Médio. A sessão trouxe volatilidade: o dólar à vista chegou a recuar para R$4,9405 no início, mas encerrou em alta de 0,60% a R$5,0036, pela primeira vez acima de R$5,00 no ajuste de fechamento desde o dia 10. Ao mesmo tempo, o contrato do Brent para junho fechou em US$105,07, alta de 3,1% e o mercado acompanhou a quarta sessão consecutiva de valorização da commodity. O humor global permanece sensível a riscos, com o Estreito de Ormuz no centro das atenções.

A dose de risco elevada foi amplificada pela combinação de pressões geopolíticas e movimentos de investidores que buscaram proteção em ativos considerados menos voláteis. Um fator de apoio ao dólar veio do exterior, onde a aversão ao risco se intensificou com a percepção de riscos maiores em relação ao conflito entre Israel e Irã. Essas temores ajudaram a sustentar a demanda pela moeda norte?americana, especialmente entre quem quer preservar valor em um ambiente de incerteza. No Brasil, essa dinâmica se traduz em um dia de dias alternados para o câmbio, com o real demarcando território, mas sem escapar da pressão global que empurra o dólar para patamares elevados no curto prazo.

Outra peça-chave do cenário foram as definições sobre a política de captações do Tesouro Nacional, com rumores de uma possível internalização de recursos oriundos de uma captação de 5 bilhões de euros. A ideia seria converter euros em dólares para depois trocar por reais, uma manobra que costuma atrair a atenção de traders por afetar o fluxo cambial e as curvas de dólar. Mesmo com esse ruído, o real conseguiu se sustentar entre as moedas emergentes por parte da manhã, principalmente por conta de fatos ligados ao petróleo e às condições de comércio, que ajudam a manter o Brasil com termos de troca relativamente favoráveis diante de preços elevados da commodities.

Analistas destacam que a moeda brasileira foi o principal fluxo de sustentabilidade entre as divisas emergentes, refletindo, em parte, o cessar?fogo na crise envolvendo o Irã que se alongou desde abril, e o peso ainda importante dos preços do petróleo, que continua elevado. O recado é de que, apesar da inflação global e da volatilidade associada ao conflito no Oriente Médio, o entorno econômico brasileiro tem carregado a influência direta das mudanças no cenário de commodities. A narrativa de curto prazo aponta para mais oscilações, com o dólar mantendo viés de alta diante de novos desfechos geopolíticos e de decisões de política monetária ao redor do mundo.

Vale notar que, na avaliação de estrategistas, o recente movimento do dólar também carrega uma leitura de ajustes defensivos: investidores reduzem posições em moedas emergentes diante da incerteza externa, o que, por sua vez, pesa sobre as moedas da região, incluindo o real. Em abril, as perdas do dólar frente a moeda brasileira já vinham sendo contidas por fatores de esseio nos preços do petróleo e por um ambiente internacional que favorece termos de troca do Brasil. O dia de hoje sinaliza mais uma rodada de volatilidade, típica de períodos de tensão geopolítica e de reajustes nos fluxos de capital global.

Para quem acompanha o mercado, o saldo aponta que o real teve ganhos pontuais em determinadas fases da manhã, mas terminou o dia sob influência da taxa de câmbio internacional e das incertezas sobre o Oriente Médio. Com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantendo o foco em riscos geopolíticos, o cenário externo tende a continuar mais volátil nos próximos dias. O petróleo, por sua vez, permanece em patamar elevado, apoiando a percepção de que o Brasil pode manter condições de comércio mais estáveis no curto prazo, mesmo com a volatilidade cambial.

Se você ficou atento a esse movimento, compartilhe nos comentários como enxerga a evolução do câmbio nos próximos dias e quais fatores — entre geopolítica, petróleo e política fiscal — devem ter mais impacto na sua percepção de risco. O tema é complexo, mas entender esses movimentos ajuda a tomar decisões mais informadas em tempos de incerteza internacional.

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