Resumo: BNDES registra lucro recorrente de R$ 9,2 bi no 1º semestre, 25% acima do mesmo período de 2025, com 12 meses até junho em R$ 17,1 bi (recorde). Ativos chegam a R$ 1,05 tri; carteira de crédito, R$ 684 bi; patrimônio líquido, R$ 181 bi. Créditos aprovados somam R$ 110,6 bi; expansão em infraestrutura e agro; MPEs recebem R$ 108,2 bi. Diversificação para terras raras, lítio e mobilidade elétrica, entre outros temas.
Palavras-chave: BNDES, lucro, crédito, infraestrutura, terras raras, mobilidade elétrica
São Paulo – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou, nesta terça-feira, resultados do semestre na sede da instituição, em São Paulo. O lucro recorrente no 1º semestre foi de R$ 9,2 bilhões, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025, conforme apresentado pelo presidente Aloizio Mercadante. No acumulado dos 12 meses até junho, o lucro atingiu R$ 17,1 bilhões, um recorde histórico para o banco.

Crédito: Agência Brasil / EBC.

Crédito: Agência Brasil / EBC.
Segundo Mercadante, os ativos totais do banco somaram R$ 1,05 trilhão, o maior valor da história, enquanto a carteira de crédito alcançou R$ 684 bilhões, o maior patamar desde 2016. O patrimônio líquido encerrou o período em R$ 181 bilhões, também recorde. As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, com aumento de 52% ante o ano anterior. Os maiores crescimentos ocorreram na infraestrutura (+91%) e agropecuária (+46%), totalizando R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões, respectivamente. Créditos para comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões (alta de 27%), e a indústria atingiu R$ 22,5 bilhões (alta de 24%).
Ainda conforme o BNDES, o apoio às micro, pequenas e médias empresas ficou em R$ 108,2 bilhões, o maior valor histórico para o período, representando um crescimento de 22% frente ao ano anterior.
Em relação à inadimplência, o indicador de atraso em 90 dias manteve-se estável, em torno de 0,05%, abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional (4,68% no agregado) e muito abaixo do teto para grandes empresas (0,66%).
Diversificação
Durante a coletiva, Mercadante destacou a estratégia de diversificação da carteira, com investimentos em novos setores e projetos como carro voador, inteligência artificial, minerais críticos e terras raras. “Vamos entrar forte em terras raras, lítio e em mobilidade. Estamos financiando o PIB de toda indústria automotiva para fazer o elétrico flex para trazer o biocombustível junto com a mobilidade elétrica, que é uma rota tecnológica própria que o Brasil está perseguindo”, afirmou.
O presidente explicou ainda que o banco trabalha em projetos de reconstrução e na antecipação de ações de prevenção e combate às mudanças climáticas. “Nós vamos ter novas emergências climáticas. O El Niño está vindo com força e tudo sinaliza que este ano já está muito mais quente no Brasil do que em 2024. Devemos ter muita chuva no sul, ondas de calor no Sudeste e muita seca no Norte e Nordeste. Então [o BNDES] vai ter que entrar [nesse tema]. Vamos ter que ajudar essas empresas, essas comunidades, essas famílias”, explicou.
