Trump demite secretário da Marinha que era contra a nova série de navios de guerra

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Meta descrição: Trump demiteu o secretário da Marinha, John Phelan, após divergências com o Pentágono sobre a construção de navios, impulsionando a agenda de reforço naval e a ousada projeção da chamada “Frota Dourada”.

O presidente dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira, 23, a demissão do secretário da Marinha, John Phelan, após intensos conflitos com integrantes do Pentágono sobre a construção e a compra de navios. A saída, descrita pelo governo como efetiva de imediato, levou Hung Cao a atuar como interino no cargo até uma definição posterior. A motivação, segundo Trump, está ligada a choques sobre o ritmo e o estilo de gestão necessários para erguer a maior expansão naval do país nos últimos anos.

Trump informou a jornalistas, no Salão Oval, que Phelan era extremamente enérgico e não se dava bem com alguns setores da defesa, especialmente por divergências sobre a construção de novos navios e o tamanho do investimento. “Eu sou agressivo na construção de navios”, explicou, ressaltando que, para conduzir ações dessa magnitude, é essencial manter alinhamento com as Forças Armadas. A visão do chefe do Executivo é clara: o avanço tecnológico e a velocidade de entrega devem acompanhar as metas traçadas.

A saída de Phelan acontece em meio a uma iniciativa de grande escala para a Marinha, conhecida como a “Frota Dourada”, que prevê navios avançados, com plataformas tripuladas e não tripuladas, capazes de portar mísseis de alta potência e aeronaves menores. A proposta orçamentária de defesa para 2027, segundo a Reuters, reserva mais de US$ 65 bilhões para a compra de 18 navios de guerra e 16 navios de apoio, compondo o núcleo dessa expansão.

Durante o anúncio, Trump mencionou que as novas embarcações devem ser “os mais rápidos, os maiores e, de longe, 100 vezes mais poderosos” do que qualquer navio já construído. A ideia é que, uma vez concluídos, esses navios transportem armas hipersônicas e deem à Marinha dos EUA um papel de líder em tecnologia militar, reforçando a capacidade de dissuasão e atuação global.

A reforma na direção da defesa não para por aí. O ambiente de altas mudanças já registrou demissões de outras lideranças em setores críticos desde o início do mandato de Trump, incluindo nomes de destaque no Comando de Transformação e Treinamento do Exército, na Agência de Segurança Nacional e na própria pasta da Defesa. Fontes próximas às ocorrências indicam tensões entre o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o alto escalão, com Cao (subsecretário da Marinha) alinhado a Hegseth em várias frentes, o que alimenta a percepção de uma renovação constante no comando.

Analistas de defesa ressaltam que a “Frota Dourada” representa uma virada estratégica para a capacidade de combate marítimo dos EUA, sobretudo diante de potenciais rivais e de mudanças no equilíbrio de forças. O plano inclui, além dos navios de guerra, uma rede de escolta e apoio logístico para sustentar operações em cenários de alto desafio tático, com ênfase em tecnologia, sensores avançados e sistemas de defesa e ataque integrados. A implementação, com início da construção prevista para 2030, depende de coordenação entre órgãos orçamentários, indústrias navais e aliança internacional.

A mudança na liderança ocorre em um contexto de tensões geopolíticas amplas, com a guerra no Oriente Médio em curso e o bloqueio naval a regiões estratégicas. A administração já promoveu uma série de ajustamentos no alto escalão de Defesa ao longo do último ano, o que traz incertezas sobre o ritmo de implementação da estratégia naval de longo prazo. Enquanto o governo enfatiza a necessidade de obediência a metas audaciosas, críticos questionam os custos, a gestão de pessoal e as implicações para a coordenação com aliados.

À medida que a Administração avança com a reforma, o tema central é simples: manter o país na dianteira tecnológica e operacional, sem perder a visão de uma defesa integrada, eficaz e responsável. As próximas semanas devem trazer novas informações sobre a substituição de Phelan e o cronograma de transição, bem como atualizações sobre o andamento da chamada Frota Dourada e das negociações orçamentárias com o Congresso. E você, leitor, o que acha dessa remodelação das Forças Armadas e do papel da Marinha na estratégia de segurança nacional?

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