Cássia Kis, 68 anos, foi denunciada ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por suposta transfobia, após declarações públicas atribuídas à atriz durante um episódio no Barra Shopping na sexta-feira, 24. O registro policial ocorreu na segunda-feira, 27, e o caso envolve questionamentos sobre privacidade em espaços de uso compartilhado, identidade de gênero e liberdade de expressão. A denúncia chega em meio a um acúmulo de polêmicas envolvendo a artista.
Conforme o relato de Roberta Santana, Kis proferiu comentários transfóbicos enquanto aguardavam na fila do banheiro feminino. A denúncia cita que a atriz teria dito que “o Brasil estava perdido porque tinha ‘homem’ no banheiro”. O episódio teve como cenário o Barra Shopping e motivou a abertura de apuração pelo MP-RJ, que avalia se houve violação a direitos de orientação e identidade de gênero.
Em defesa da artista, o Senador Jorge Seif (PL-SC) e o Deputado Federal Otoni de Paula (PSD-RJ) manifestaram apoio a Kis. Em mensagens divulgadas nas redes, Otoni de Paula afirmou que “a intimidade das nossas mulheres não é negociável” e ressaltou que permitir a invasão de espaços reservados da privacidade feminina seria um retrocesso, não progresso, para a segurança e o bom senso. A postura dos parlamentares é apresentada como compromisso com a proteção de mulheres em seus espaços íntimos.
A trajetória da atriz envolvendo debates sobre sexualidade e família também é mencionada pelos veículos que acompanham o caso. Em 2022, Kis já havia recebido uma nota de repúdio da TV Globo e uma denúncia do MP-RJ após participação em uma live com a jornalista Leda Nagle. Naquele momento, a atriz expressou preocupações com o que chamou de desconstrução da família tradicional, acentuando sua visão sobre educação e ideologias de gênero, o que gerou ampla repercussão na cidade.
Segundo o material divulgado, Kis afirmou que havia receio de mudanças no conceito de família e mencionou, na ocasião, situações que, segundo ela, revelariam propostas de educação com foco em gênero nas escolas. A entrevista também traz trechos em que a atriz citou imagens recebidas de crianças em ambiente escolar e comentou a existência de espaços implantados para esse fim, usando termos que ecoam a crítica à chamada ideologia de gênero.
A apuração deste caso envolve dados veiculados pela imprensa, com referências de Folha Gospel, G1, Guia-me e Veja. O MP-RJ, por sua vez, analisa as circunstâncias e as falas atribuídas a Kis, buscando esclarecer se houve violação de direitos ou apenas expressões opiniatórias dentro de um debate público.
Este caso reacende o debate sobre os limites entre expressão artística, liberdade de fala e proteção a espaços de privacidade. A cidade observa atentos os desdobramentos, enquanto instituições políticas e públicas avaliam a melhor forma de equilibrar direitos individuais com a preservação de espaços públicos e privados. E você, qual é a sua leitura sobre o tema e como ele deve ser tratado pela sociedade e pelas autoridades?

