Caetano agradece senador por desmentir fake news sobre ele ter pegado em armas

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Durante a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o cantor Caetano Veloso usou as redes sociais nesta quarta-feira (29/4) para agradecer ao senador Otto Alencar (PSD-BA) por corrigir uma afirmação de Marcio Bittar (PL-AC) sobre a suposta participação do artista em ações armadas durante a ditadura. Veloso ressaltou que sua atuação sempre foi cultural, e que, ao longo dos anos, construiu sua carreira com violão, palavras e canção, não com armas.

A polêmica começou quando Bittar, sem comprovação, afirmou que Veloso teria pegado em armas. Durante a sessão, Otto Alencar pediu que a citação fosse retirada, lembrando que ela não condizia com os fatos. Em resposta, o cantor enviou uma mensagem pública agradecendo pela correção da verdade e pela rejeição de uma fake news repetida com convicção.

Caetano reforçou seu posicionamento ao dizer, de forma contundente, que não houve violência em sua trajetória. Em mensagem divulgada nas redes, ele afirmou: “Meu agradecimento ao senador Otto Alencar por restabelecer a verdade e desfazer mais uma fake news repetida com tanta convicção. Tenho horror a armas! Como bem foi dito, me muno apenas do violão, da palavra e da canção.”

Em meio à troca de acusações, Bittar citou o ex-deputado Fernando Gabeira e afirmou que ambos teriam participado de ações armadas em defesa da “ditadura do proletariado”. Em resposta, o texto original traz um trecho em que se afirma:

“Fernando Gabeira, até o Caetano Veloso, em um momento de lucidez, admitiram isso, os dois disseram isso: ‘Nós não lutávamos pela democracia, lutávamos pela implantação da ditadura do proletariado’. E, em nome disso, pegaram em armas. Foram para a guerrilha urbana e rural. Mataram pessoas, fizeram justiça, e todas foram perdoadas e anistiadas em 1979”, disse Bittar.

Segundo documentos oficiais, Caetano Veloso foi preso em 1968, acusado de subversão e incitamento à desordem em razão de sua atuação artística durante o regime militar. No ano seguinte, ele deixou o país e viveu no exílio em Londres até 1972. Não há qualquer evidência de envolvimento com ações armadas ou guerrilhas.

No âmbito institucional, Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sabatina na CCJ ocorreu nesta quarta e a indicação deverá ser votada em plenário. A votação é secreta, e a nomeação acontece após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso.

Essa sequência de fatos mostra como o debate público pode entrar no terreno da veracidade, ainda que envolva figuras da cultura e da política. A clareza das informações, a correção de distorções e o papel dos parlamentares na defesa da verdade ganham espaço cada vez mais relevante na vida da cidade.

E você, leitor, qual a sua leitura sobre esse episódio? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o papel da imprensa, dos políticos e das celebridades na construção de um relato fiel dos acontecimentos históricos.

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