Resumo: Gustavo Zerbino, sobrevivente do Milagre dos Andes, chega a Brasília para uma palestra que revisita os 72 dias mais desafiadores da vida dele. Aos 72 anos, ele transforma aquela experiência em lições de liderança, resiliência e propósito, apontando caminhos para plateias ao redor do mundo.
Em outubro de 1972, o voo 571 da Força Aérea Uruguaia partiu de Montevidéu com destino a Santiago. A aeronave acabou colidindo com a Cordilheira dos Andes, deixando apenas 16 sobreviventes entre os 45 ocupantes. O grupo enfrentou frio extremo, fome severa e isolamento total, e Zerbino, junto com Roberto Canessa, assumiu o papel de médicos improvisados para cuidar dos feridos com recursos limitados.

A situação se agravou quando uma avalanche destruiu parte da fuselagem em 29 de outubro, levando a novas perdas e deixando o grupo ainda menor. Sem alimento suficiente, os sobreviventes recorreram a técnicas de improviso: abrigos com os assentos, proteção ocular com plástico da cabine e um sistema rudimentar para derreter neve e obter água. Nessa curva de extremo desafio, o papel de Zerbino e Canessa como médicos de campo se mostrou essencial para a convivência e a sobrevivência.
Rumo à salvação: diante da suspensão das buscas, o grupo precisou agir por conta própria. Em 12 de dezembro, Fernando Parrado e Roberto Canessa partiram a pé pela cordilheira, atravessando picos e vales por dez dias até encontrar um tropeiro chileno que acionou as autoridades. No dia 23 de dezembro de 1972, helicópteros de resgate chegaram ao vale e enviaram 16 pessoas vivas para casa, entre elas Zerbino.
Vida depois da cordilheira: o retorno não apagou o que foi vivido. Zerbino concluiu os estudos, seguiu carreira no setor farmacêutico e químico, tornou-se empresário e ocupou cargos de liderança. Além disso, manteve o rugby como parte de sua identidade, chegando a representar a seleção uruguaia e a liderar entidades do esporte no país. Ao longo dos anos, a história do grupo ganhou novas dimensões por meio de livros, documentários e filmes.
Em 2023, o cinema espanhol revisitou o episódio com o filme A Sociedade da Neve, dirigido por Juan Antonio Bayona para a Netflix, reacendendo o interesse mundial pela trajetória dos que viveram aquele acontecimento e consolidando Zerbino como figura central dessa memória coletiva.
Hoje, aos 72 anos, Zerbino percorre o mundo como palestrante, convertendo os 72 dias de provação em lições de liderança, tomada de decisão sob pressão, solidariedade e valores humanos. Ele afirma que as forças que cada pessoa guarda surgem exatamente quando o limite é alcançado, transformando a vida pessoal, o trabalho e as relações.
Conheça essa história de perto: a presença de Gustavo Zerbino em Brasília está marcada para o dia 26 de maio de 2026, às 20h. O sobrevivente do Milagre dos Andes subirá ao palco do Ulysses Centro de Convenções, em uma sessão do Metrópoles Talks, o projeto de palestras do maior portal de notícias do Brasil.
Mais do que uma narrativa de sobrevivência, o encontro promete revelar a visão de quem transformou uma experiência extrema em ensinamentos sobre resiliência, liderança sob pressão e o poder dos valores humanos. Trata-se de uma oportunidade única de ouvir, ao vivo, a voz de alguém que enfrentou o impossível e voltou com lições que podem inspirar pessoas de qualquer região.
Ingressos já estão disponíveis na Bilheteria Digital. Não perca a chance de acompanhar esse relato que, acima de tudo, reforça a importância de coragem, empatia e propósito em momentos decisivos.
Gostou de conhecer a trajetória de Zerbino? Compartilhe suas impressões nos comentários e conte como você encara momentos de crise com base em experiências marcantes como essa. Sua opinião pode inspirar outras pessoas a enxergar novas saídas em situações desafiadoras.

