Belo Horizonte – O Dia do Trabalhador será marcado por manifestações na capital mineira, organizadas por sindicatos e pela CUT. O foco principal é o fim da escala 6×1 e a defesa de direitos, incluindo a redução da jornada sem diminuição de salários. Os atos devem ocorrer em pontos centrais da cidade, como a Praça da Cemig, a Praça Raul Soares e ao redor da Ocupação Paulo Freire, com atividades culturais sob o Viaduto de Santa Tereza.
No plano nacional, a pauta da redução da jornada de trabalho ganhou força com o envio do Projeto de Lei 1838/2026 ao Congresso pelo presidente Lula em 14 de abril, em regime de urgência, com votação prevista em até 45 dias. Paralelamente, tramita uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ligada ao tema. Como tratam do mesmo assunto, há expectativa de que as propostas possam se somar, embora tenham caminhos distintos para aprovação.
A principal diferença entre PL e PEC está no ritmo de tramitação. O PL em regime de urgência costuma exigir maioria simples, com quórum mínimo de 42 senadores presentes e 257 votos de deputados na Câmara. Já a PEC costuma exigir trâmites mais longos e um conjunto maior de votos, o que pode estender o processo. Além disso, já surge a sinalização de uma deputada pela possibilidade de uma escala de quatro dias por semana (4×3), o que também pode ser integrada às discussões sobre a jornada.
Além da pauta da jornada, a mobilização em Minas Gerais reúne temas como o combate ao feminicídio, o fim da pejotização e das fraudes trabalhistas, o fortalecimento das negociações coletivas, o direito de negociação para servidores públicos, a regulamentação do trabalho em aplicativos e a defesa dos serviços públicos no estado. Outro ponto importante é a oposição à privatização da Copasa, reivindicando maior controle e qualidade na prestação de serviços de água e saneamento.
Principais atos em Belo Horizonte devem ocorrer na Praça da Cemig, com a missa dos trabalhadores às 8h. Às 9h, haverá um ato unificado na Praça Raul Soares e na quadra da Ocupação Paulo Freire, no Jatobá, além do Samba do Trabalhador sob o Viaduto de Santa Tereza, na região central.
No interior da região metropolitana, Contagem também recebe a 50ª Missa do Trabalhador, que será realizada na Praça da Cemig, a partir das 8h. A celebração será conduzida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Nivaldo dos Santos Ferreira, com a participação de padres das comunidades da região. Durante a cerimônia, as carteiras de trabalho e objetos pessoais são abençoados em sinal de fé, proteção e intercessão de Santo José Operário. O tema deste ano é “Trabalho e dignidade humana: um grito pela paz”, conforme a Igreja.
Já a tradição do Samba do Trabalhador também marca o feriado em Belo Horizonte, com o Samba do Arco, o Samba do Trabalhador e da Trabalhadora, previsto para começar às 11h, sob o Viaduto de Santa Tereza, na frente da região central da cidade.
Diante de tantos momentos, a cidade se prepara para um Dia do Trabalhador de participação ampla, com debates, celebrações e manifestações que refletem a diversidade de pautas da classe trabalhadora. E você, o que pensa sobre a proposta de reduzir a jornada e sobre as demais bandeiras defendidas? Compartilhe sua visão nos comentários para enriquecer o debate público.
