Mais de sete anos após a noite de Natal de 2017, a Justiça condenou dois ex-policiais militares pelo tiroteio que tirou a vida da menina Emilly Caetano Costa, 9 anos, em Teresina. O júri, concluído na sexta-feira (1º/5), responsabilizou os agentes pela sequência de disparos contra o carro da família e pelas graves consequências até hoje lembradas pela cidade.
O ex-PM Aldo Luís Barbosa Dornel recebeu a pena mais alta: 97 anos de prisão, além de mais dois anos e oito meses por fraude processual, conforme a sentença que descreveu a atuação como desproporcional durante o Natal de 2017.
Francisco Venício Alves, também ex-PM, foi condenado por fraude processual, pela suposta alteração da cena do crime antes da perícia. A pena foi de dois anos e três meses de detenção, com multa, e a farda foi apreendida.
Naquela ocasião, em 25 de dezembro de 2017, a família seguia em veículo pela Avenida João XXIII, na Zona Leste de Teresina, quando policiais teriam disparado contra o carro, temendo, sem confirmação, envolvimento do veículo com roubos. Emilly foi baleada nas costas e não resistiu; os pais ficaram feridos e o bebê de oito meses não se feriu. Em seguida, a polícia informou a tentativa de alterar a cena do crime para justificar os disparos.
A Justiça reconheceu que a ação policial foi desproporcional e resultou em crimes graves, incluindo a morte da menina e as quatro tentativas de homicídio contra os adultos no carro. O caso permanece como lembrança da violência que marcou Teresina naquela noite.
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