A disputa pela segurança de São Paulo ganha densidade política. Haddad, candidato do PT, mira a violência contra as mulheres para fragilizar a gestão de Tarcísio de Freitas e apresentar propostas que reafirmem o foco em políticas públicas de proteção às vítimas. A estratégia envolve transformar números oficiais em evidência de falhas da atual administração.



Dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo indicam um avanço significativo na violência contra mulheres. Em fevereiro de 2026, os casos de feminicídio subiram 45% em relação ao mesmo mês do ano anterior, o que alimenta a pauta de Haddad de forma contundente.
Nesse cenário, a estratégia do PT é fazer a oposição fundamentada em números para expor falhas na gestão de Tarcísio e ao mesmo tempo apresentar propostas de defensiva eficaz. Entre as ideias em debate está a ampliação do horário de atendimento das Delegacias da Mulher, facilitando o acesso das vítimas a serviços públicos e, por meio de políticas públicas, ajudando as mulheres a romper com o ambiente de violência.
Além disso, o time de Haddad aponta para ações que vão além do atendimento imediato, propondo abrigo, suporte para inserção no mercado de trabalho e outras medidas que promovam a autonomia das vítimas. A fim de aumentar o impacto, a campanha cita pesquisas que apontam a queda de popularidade entre o eleitorado feminino.
No lado da administração atual, Tarcísio tem feito sinalizações para manter o foco nas questões femininas. Ele nomeou Glauce Anselmo Cavalli como a primeira mulher comandante-geral da Polícia Militar, reconduziu Luciana Jordão à Defensoria Pública do Estado e indicou cinco mulheres para vagas no Judiciário e no Ministério Público de Contas. Essas escolhas aparecem como resposta a uma pauta que cresce entre mulheres e moradores da região.
O embate entre Haddad e Tarcísio aponta para uma eleição marcada por números, propostas de políticas públicas e uma disputa por credibilidade junto ao público feminino. A condução dos temas de segurança, proteção às vítimas e inclusão social deve permanecer no centro do debate até as urnas. E você, como encara as propostas apresentadas até aqui?
