Executivos da Aegea admitem propina de R$ 30 milhões a deputado Juarez Costa

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Resumo rápido: executivos da Aegea Saneamento indicaram pagamentos de propina a Juarez Costa, hoje deputado federal, incluindo uma BMW, somando dezenas de milhões de reais entre 2010 e 2018. A Itausa, controladora do Itaú, investiu pesado na empresa; acordos de colaboração premiada com o Ministério Público embasam as declarações, homologadas pelo STJ em 2025. Costa permanece em silêncio, enquanto a empresa afirma ter mudado de prática após acordos de colaboração.

Ag.Câmara
O deputado Juarez Costa (Republicanos-MT) foi acusado de receber BMW de propina

Aegea Saneamento atua em 890 cidades, atendendo a 39 milhões de pessoas. Os executivos confessaram ter pagado cerca de R$ 63 milhões em propinas entre 2010 e 2018, em pelo menos 20 municípios, segundo os acordos de colaboração premiada com o Ministério Público homologados pelo STJ.

Entre os fatos, destaca-se o suposto pagamento de R$ 30 milhões destinado à campanha do então prefeito, hoje deputado Juarez Costa. O ex-presidente Hamilton Amadeo afirmou ter autorizado recursos e até a compra de uma BMW em 2014, em troca de alterações legais favoráveis à Aegea. O veículo saiu por cerca de R$ 330 mil à época.

O ex-diretor financeiro Flávio Crivellari detalhou a operação de compra e disse que o carro foi transferido por meio de um operador terceiro. Também houve relatos de cobranças via intermediários, com pagamentos efetuados em dinheiro e por meio de empresas do grupo, sempre com o objetivo de facilitar negócios com a prefeitura.

A investigação aponta ainda que, no mesmo período, aparelhos de gasolinas teriam sido usados para mascarar repasses. Depoimentos descrevem entregas de quase R$ 1,2 milhão em Balneário Camboriú (SC) e pagamentos a quatro postos indicados pela prefeitura, simulando compras de combustível para esconder os repasses aos intermediários.

A Itausa — holding do Itaú Unibanco — investiu R$ 1,3 bilhão na Aegea no mesmo período, e, em julho de 2021, aportou mais R$ 1,2 bilhão, elevando a participação da holding para cerca de 13% do capital. A Aegea sustenta que essas práticas criminosas ficaram no passado após os acordos de colaboração.

As operações chamaram atenção em 2016, quando Juarez Costa foi alvo de mandados na Operação Sorrelfa, realizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. Imagens de cheques ligados à RJD Construções foram publicadas na época, e investigados apontam superfaturamento de até 20% em contratos com a Aegea. O montante da suposta fraude ultrapassa os milhões de reais, com impactos estimados em cidades do interior.

Costa, contatado, tem mantido silêncio. A assessoria da Aegea não comentou a entrega do veículo, e o STJ informou que não pode fornecer informações sob sigilo. Em fevereiro, a empresa afirmou que as práticas criminosas ficaram no passado após os acordos, reforçando o compromisso com a ética e a integridade corporativa.

Como o caso avança, vale ficar de olho nos desdobramentos e nas respostas oficiais. O que você acha dessa série de acusações envolvendo políticos e grandes concessões de saneamento? Deixe seu comentário com suas opiniões e perguntas para entendermos juntos o que está por trás dessas movimentações.

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