60 cristãos foram mortos em Bafwakoa, aldeia no território de Mambasa, Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, em um ataque noturno atribuído ao Estado Islâmico (ISCAP). Além das vítimas, dezenas de casas e veículos foram incendiados e bens saqueados, enquanto a população civil ficou vulnerável diante da violência que persiste na região.
Segundo a declaração da Amaq, ligada ao EI, os jihadistas invadiram a aldeia durante a noite, atacando moradores em suas casas e nas ruas, sem intervenção dos militares para protegê-los. Após o massacre, incendiaram dezenas de residências e veículos e saquearam propriedades antes de se retirarem.
A região de Ituri tem vivido uma escalada de violência nos últimos meses, com dezenas de mortos e milhares de deslocados. O massacre de Bafwakoa reforça a percepção de que o ISCAP intensifica sua campanha contra moradores cristãos no Congo.
Organizações de direitos humanos e de fé denunciam esse padrão de perseguição religiosa e avaliam que os ataques podem configurar crimes contra a humanidade. Líderes religiosos locais pedem que governos estrangeiros aumentem a pressão diplomática e apoiem ações de segurança em Ituri, onde moradores vivem em estado de terror.
O governo congolês condenou o massacre e enviou reforços para a região, mas moradores locais afirmam que as medidas costumam chegar tarde e ser insuficientes. A violência em Ituri e no Kivu do Norte, associada ao ISCAP e a outros grupos armados, já provocou mais de 1.000 mortes no último ano e deslocou cerca de 500.000 pessoas.
Entre meados de abril e o fim do mês o território registrou novos ataques: pelo menos 25 civis mortos em aldeias próximas a Mambasa; em 20 de abril, mais de 30 pessoas morreram na região de Luna; em 24 de abril houve aumento de ataques noturnos, sequestros e incêndios, gerando um novo fluxo de deslocados para Bunia e outras cidades.
Analistas destacam que a situação é agravada pela fragilidade do exército congolês e pela falta de coordenação entre as forças regionais, o que facilita a expansão de áreas controladas por grupos armados e amplia o impacto midiático dessas ações.
E você, o que acha que pode ser feito para proteger moradores na região e aumentar a cooperação internacional visando evitar novas tragédias? Deixe sua opinião nos comentários.
