Caso Benício: médica vendia maquiagem enquanto menino passava mal

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A morte de Benício Xavier de Freitas, 6 anos, ocorreu após erro na aplicação de adrenalina durante atendimento emergencial em um hospital. A médica responsável, Juliana Brasil, foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual; dois diretores do hospital também respondem pelo caso, conforme o inquérito apresentado pelo Fantástico.

Segundo o inquérito, Benício estava na sala vermelha quando a médica acompanhava a evolução do quadro, ao mesmo tempo em que trocava mensagens no WhatsApp para vender cosméticos, acertando valores e formas de pagamento.

A prescrição chegou sem conferência e a técnica de enfermagem aplicou a adrenalina por via endovenosa, mesmo após a mãe questionar que o filho nunca havia recebido esse medicamento pela veia.

“É como se ela não estivesse ali com um paciente lutando pela vida”, disse o delegado sobre o comportamento da médica.

A mãe de Benício, Joyce Xavier, descreveu a cena: “Enquanto meu filho precisava de ajuda, ela estava ao celular, vendendo cosméticos, ignorando tudo o que estava acontecendo.”

Juliana Brasil foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual. A profissional também pode responder por fraude processual e falsidade ideológica, segundo as apurações.

A dose indicada era de três aplicações de adrenalina, cada uma com 3 miligramas, por via endovenosa, a serem administradas a cada 30 minutos. A prescrição foi cumprida sem conferência, e a equipe de enfermagem a aplicou, ignorando a observação da mãe de que o filho não havia recebido adrenalina antes.

“O paciente desmaiou. Pelo amor de Deus. Eu errei a prescrição”, relatou a médica ao diretor de plantão.

Benício foi levado às pressas para a sala vermelha, onde, apesar de ainda consciente, apresentava dificuldade para respirar. O menino não resistiu e faleceu na madrugada de 23 de novembro de 2025.

Além da médica responsável e da técnica de enfermagem, dois diretores do hospital foram responsabilizados pela morte, de acordo com a corretiva apurada pela polícia.

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