Resumo: PF e PGR vão cruzar a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro com provas já coletadas na Operação Compliance Zero para confirmar se há fatos inéditos que justifiquem a colaboração. O exame não tem prazo definido e pode avançar para a negociação de um acordo ou ser recusado.
Segundo a defesa, a mesa de anexos traz relatos curtos de cada ponto, acompanhados de possíveis provas. O conteúdo permanece sob sigilo. A PF e a PGR vão confrontar esses relatos com as evidências já obtidas para verificar se os acontecimentos são realmente inéditos e se justificam uma delação premiada. Não há data marcada para concluir essa etapa, mas há prioridade na análise.
Caso haja o aceite da cooperação, a negociação das cláusulas do acordo será aberta. Após depoimentos de Vorcaro sobre cada anexo e entrega de documentos de apoio pela defesa, o texto do acordo pode ser encaminhado ao ministro do STF André Mendonça para homologação. O documento só passa a vigorar após a chancela judicial.
Vorcaro permanece preso desde o início de janeiro e foi transferido pela PF no dia 23 do mesmo mês. A conclusão das fases da Operação Compliance Zero também levou à prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A investigação aponta uso de uma espécie de milícia para ameaças, invasão de sistemas de órgãos de fiscalização e pagamento de R$ 146 milhões em imóveis a Costa.
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