Nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, a tensão no Golfo voltou a aumentar após ataques no Estreito de Ormuz, mesmo com um cessar-fogo em vigor. A mídia e o Comando Central dos EUA reportam que navios iranianos teriam tentado violar o bloqueio aos portos do Irã, levando a uma resposta militar. O Irã descreve os acontecimentos como confrontos esporádicos entre forças locais e embarcações estrangeiras na região.
Segundo o CENTCOM, as forças americanas dispararam contra dois navios-tanque de bandeira iraniana, o M/T Sea Star III e o M/T Sevda, que buscavam acesso a um porto iraniano no Golfo de Omã e continuavam a violar o bloqueio. Um F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA teria desativado as embarcações com munição de precisão em suas chaminés, evitando que entrassem no Irã.
A versão iraniana cita confrontos esporádicos entre as forças nacionais e navios estrangeiros. No meio da semana, a campanha também houve em outra frente, com o navio iraniano Hasna sendo atacado pela Marinha dos EUA ao tentar navegar para um porto iraniano, atingindo o leme com rajadas de canhão de 20 mm.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã fechou grande parte do Estreito de Ormuz. Os EUA mantêm o bloqueio aos portos iranianos, com mais de 70 petroleiros impedidos de operar. Esses navios têm capacidade para transportar cerca de 166 milhões de barris de petróleo, avaliados em mais de 13 bilhões de dólares. Entres as tentativas de mediação, os EUA buscam uma extensão da trégua para permitir negociações definitivas sobre um acordo que encerre o conflito, mediadas pelo Paquistão.
Com o desenrolar da crise, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no dia 3 de maio o Projeto Liberdade, uma operação naval para reabrir o estreito, que foi suspensa 24 horas depois para abrir espaço às negociações. A região segue sob forte tensão, com impactos potenciais na economia global e no abastecimento de petróleo. Deixe sua opinião nos comentários e acompanhe as atualizações sobre o Golfo.
