São Paulo abre investigação interna sobre suposta funcionária fantasma

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O ambiente político do São Paulo Futebol Clube entrou em ebulição após a abertura de um processo interno para apurar a atuação de uma funcionária fantasma ligada ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Jr. Paralelamente, o clube vive um momento de tensão interna com pedidos de afastamento envolvendo a diretoria, sinais de uma disputa de poder que pode redesenhar o equilíbrio do comando na cidade.

A investigação envolve Ivana Zavatti, registrada como Assistente Administrativo desde 2021. A suspeita envolve trabalho remoto, sem presença regular nas instalações do Morumbi ou Barra Funda, e uma rotina de ponto com horários idênticos em janeiro e março de 2026. Além disso, Ivana enviava as folhas de frequência a um RH externo ligado ao escritório de Olten Ayres, o que levanta a hipótese de atuação privada com remuneração do SPFC, cujo salário é estimado em cerca de R$ 7 mil. A informação foi veiculada pelo Ge e confirmada pelo Estadão; Ayres ainda não se manifestou publicamente.

No cenário político, o SPFC assiste a desdobramentos relevantes: o grupo de ética está movendo um parecer que pode suspender Ayres, enquanto Massis Jr. figura como um dos principais alvos de investigações por gestão temerária. Massis protocolou um pedido de afastamento de Ayres do quadro associativo, e a condução da discussão ficou com o vice-presidente do Conselho Deliberativo, João Farias Júnior. A votação sobre o tema está marcada para 12 de maio, em meio a movimentos de opositores de Casares e diferentes grupos da atual gestão.

Em nota, Olten Ayres afirma que Ivana atuava desde 2021 em regime remoto, com controles internos do clube e sem irregularidades comprovadas. Ele sustenta que o uso de um email externo teve finalidade técnica para proteção de informações estratégicas, e que não houve fato concreto que pese contra a colaboradora. O episódio é visto por alguns como possível retaliação política, ressaltando a necessidade de critérios objetivos e impessoais na governança do clube, para evitar prejuízos à imagem institucional.

A cidade fica atenta aos próximos dias, com votações e defesas que podem redefinir o mapa de forças no São Paulo. Independentemente do desfecho, a pauta de ética, gestão e legitimidade institucional permanece em evidência. E você, qual a sua leitura sobre as investigações e o futuro do clube na região?

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